Reportagem do Fantástico trouxe novos detalhes sobre a fuga do traficante Ednaldo Pereira Souza, ocorrida no fim de 2024 em um presídio de Eunápolis. Condenado a 68 anos por tráfico e homicídios, ele segue foragido.
Em delação ao Ministério Público, a ex-diretora da unidade, Joneuma Silva Neres, afirmou que houve um acordo financeiro para facilitar a fuga, citando os nomes do ex-deputado Uldorico Júnior e do ex-ministro Geddel Vieira Lima. As defesas de ambos negam as acusações e classificam as declarações como falsas.
As investigações apontam ainda uma rede de influência dentro do presídio, incluindo suposta interferência política na gestão da unidade e vínculos pessoais entre envolvidos, o que é contestado pela ex-diretora.
Após a fuga, Dada teria se refugiado no Rio de Janeiro, onde, segundo investigadores, passou a atuar em parceria com o Comando Vermelho, ampliando conexões entre facções e fortalecendo atividades criminosas.
Nesse contexto, vale destacar que cargos de direção em presídios são funções de livre nomeação e exoneração pelo chefe do Poder Executivo estadual, ou seja, pelo governador, conforme a legislação administrativa vigente.
O caso segue sob investigação e levanta alertas sobre a atuação do crime organizado e possíveis ramificações dentro do sistema prisional brasileiro.

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