O governo federal encerrou o ano de 2025 com um déficit primário de R$ 61,7 bilhões, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta quinta-feira (29). Apesar do rombo, o governo declarou cumprimento da meta fiscal, amparado pelo intervalo de tolerância e pelas exclusões previstas no novo arcabouço fiscal.O resultado representa uma piora significativa em relação a 2024, quando o déficit foi de R$ 42,9 bilhões, um aumento de cerca de 32%. Mesmo com crescimento da arrecadação, as despesas superaram as receitas ao longo do ano.
Em 2025, a receita total cresceu R$ 90,8 bilhões, alta real de 3,2%. No entanto, a dívida pública avançou 3,7%, praticamente anulando os ganhos de arrecadação e ampliando o desequilíbrio fiscal.
Ainda assim, o governo considera que a meta de zerar o déficit foi formalmente atingida devido à banda de tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB, o equivalente a aproximadamente R$ 31 bilhões, além das exceções autorizadas pelo arcabouço fiscal.
Segundo o Tesouro, foram excluídos da meta R$ 41,15 bilhões em precatórios, R$ 2,83 bilhões referentes ao ressarcimento de aposentados e pensionistas por descontos indevidos relacionados à fraude no INSS, R$ 2,5 bilhões em projetos estratégicos de defesa e R$ 2,2 bilhões em gastos temporários com educação. Sem essas exclusões, o déficit poderia alcançar R$ 79,65 bilhões sem que a meta fosse oficialmente descumprida.
“O ideal seria ter um limite sem tantas exceções, mas as exceções foram sendo criadas, e temos que cumprir. Mesmo com as exceções, a dinâmica do crescimento da despesa, considerando o histórico do Brasil, está de ótimo tamanho”, afirmou o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron.
O governo mantém a projeção de alcançar um superávit primário de 1% do PIB em 2026. Ceron afirmou que a expectativa é entregar o resultado mais próximo do centro da meta fiscal do que do piso.
Apesar do aumento do déficit, o Tesouro avaliou o desempenho fiscal de 2025 de forma positiva. O crescimento da arrecadação foi impulsionado principalmente pelo Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), pela exploração de recursos naturais e por mudanças nos dividendos pagos ao governo. Apenas em dezembro, a receita total cresceu R$ 7,6 bilhões em relação ao mesmo mês do ano anterior.
De acordo com o Tesouro Nacional, a dívida pública atingiu 79,3% do PIB em 2025, com projeção de chegar a 88,6% em 2032. Já a Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado, alertou que, mantida a trajetória atual, a dívida pode ultrapassar 100% do PIB, alcançando 117% em 2035, o que exigirá debate profundo sobre as contas públicas pelo próximo presidente da República.O governo federal encerrou o ano de 2025 com um déficit primário de R$ 61,7 bilhões, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta quinta-feira (29). Apesar do rombo, o governo declarou cumprimento da meta fiscal, amparado pelo intervalo de tolerância e pelas exclusões previstas no novo arcabouço fiscal.
O resultado representa uma piora significativa em relação a 2024, quando o déficit foi de R$ 42,9 bilhões, um aumento de cerca de 32%. Mesmo com crescimento da arrecadação, as despesas superaram as receitas ao longo do ano.
Em 2025, a receita total cresceu R$ 90,8 bilhões, alta real de 3,2%. No entanto, a dívida pública avançou 3,7%, praticamente anulando os ganhos de arrecadação e ampliando o desequilíbrio fiscal.
Ainda assim, o governo considera que a meta de zerar o déficit foi formalmente atingida devido à banda de tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB, o equivalente a aproximadamente R$ 31 bilhões, além das exceções autorizadas pelo arcabouço fiscal.
Segundo o Tesouro, foram excluídos da meta R$ 41,15 bilhões em precatórios, R$ 2,83 bilhões referentes ao ressarcimento de aposentados e pensionistas por descontos indevidos relacionados à fraude no INSS, R$ 2,5 bilhões em projetos estratégicos de defesa e R$ 2,2 bilhões em gastos temporários com educação. Sem essas exclusões, o déficit poderia alcançar R$ 79,65 bilhões sem que a meta fosse oficialmente descumprida.
“O ideal seria ter um limite sem tantas exceções, mas as exceções foram sendo criadas, e temos que cumprir. Mesmo com as exceções, a dinâmica do crescimento da despesa, considerando o histórico do Brasil, está de ótimo tamanho”, afirmou o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron.
O governo mantém a projeção de alcançar um superávit primário de 1% do PIB em 2026. Ceron afirmou que a expectativa é entregar o resultado mais próximo do centro da meta fiscal do que do piso.
Apesar do aumento do déficit, o Tesouro avaliou o desempenho fiscal de 2025 de forma positiva. O crescimento da arrecadação foi impulsionado principalmente pelo Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), pela exploração de recursos naturais e por mudanças nos dividendos pagos ao governo. Apenas em dezembro, a receita total cresceu R$ 7,6 bilhões em relação ao mesmo mês do ano anterior.
De acordo com o Tesouro Nacional, a dívida pública atingiu 79,3% do PIB em 2025, com projeção de chegar a 88,6% em 2032. Já a Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado, alertou que, mantida a trajetória atual, a dívida pode ultrapassar 100% do PIB, alcançando 117% em 2035, o que exigirá debate profundo sobre as contas públicas pelo próximo presidente da República.