quinta-feira, 20 de agosto de 2026

MAIS DE 20 DISPAROS ASSUSTAM MORADORES E INTERROMPEM AULAS NO BAIRRO DA CATIARA EM AMARGOSA

 Um intenso tiroteio registrado na noite da última quarta-feira (19) gerou momentos de pânico e grande preocupação entre os moradores do conjunto Casas Populares, localizado no bairro da Catiara, em Amargosa.

De acordo com relatos preliminares repassados à redação, foram ouvidos mais de 20 disparos de arma de fogo na localidade. O barulho assustou quem estava na região e levou à interrupção das aulas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) como medida de precaução para preservar a integridade física de alunos e profissionais.

Moradores relatam apreensão redobrada, destacando que episódios semelhantes de disparos teriam ocorrido na região nos últimos dias. Até o momento, não há informações oficiais sobre feridos, prisões ou a motivação para os tiros.

O caso segue sendo acompanhado para apurar novos desdobramentos assim que houver um pronunciamento oficial das autoridades competentes.


MP-BA APONTA FALHAS NO ATENDIMENTO À SAÚDE MENTAL E COBRA PROVIDÊNCIAS DA PREFEITURA DE AMARGOSA


O Ministério Público da Bahia (MP-BA) recomendou uma série de medidas à Prefeitura de Amargosa, na região do Vale do Jiquiriçá, após serem identificadas falhas na prestação do serviço de saúde mental do município. As medidas foram publicadas pelo órgão na última semana.

As recomendações foram motivadas por irregularidades apontadas em um relatório de auditoria da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) I Jorge Sales, conhecido como “Pássaro Livre”. Entre os problemas identificados está a ausência de alvará sanitário, além da falta de registro da unidade e do responsável técnico médico junto ao Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb).

A auditoria também constatou que o Caps não possuía um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS). O relatório apontou ainda a falta de identificação visível dos profissionais, por meio de crachás, e de informações claras aos usuários sobre a equipe e o funcionamento da unidade.

Outro problema identificado está relacionado ao controle de vetores e pragas urbanas. Segundo a auditoria, também não foram encontrados Projetos Terapêuticos Singulares (PTS) na maioria dos casos analisados. O PTS é considerado um dos principais instrumentos para o acompanhamento multiprofissional dos usuários dos serviços de saúde mental. Além disso, o Caps de Amargosa apresentou falhas na organização dos prontuários.

De acordo com o relatório, a unidade não apresentava registros completos e integrados, o que prejudicava a continuidade do cuidado e da assistência em saúde mental. A auditoria apontou também que o Caps não oferecia condições adequadas de acessibilidade e não contava com ambientes mínimos recomendados pelo Ministério da Saúde para o funcionamento desse tipo de serviço. O horário de funcionamento da unidade também estaria em desacordo com os parâmetros estabelecidos pela legislação vigente.

O Ministério Público destacou que a gestão municipal permaneceu inerte após ser oficiada quatro vezes para prestar esclarecimentos e apresentar informações sobre as providências adotadas. A ausência de resposta motivou a expedição da recomendação para a correção das irregularidades.

MEDICAMENTOS
Outro problema apontado pelo MP-BA foi a indisponibilidade de medicamentos essenciais destinados à assistência em saúde mental. O órgão recomendou que o município garanta o fornecimento regular desses medicamentos, conforme a Relação Municipal de Medicamentos Essenciais e as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS).

A Secretaria Municipal de Saúde terá prazo máximo de 90 dias para garantir a disponibilidade regular dos medicamentos essenciais destinados à assistência em saúde mental. A medida integra o conjunto de exigências relacionadas à “Organização assistencial e qualidade do cuidado em saúde mental”, que determina a adequação dos processos assistenciais da unidade às normas do SUS e à Relação Municipal de Medicamentos Essenciais.

A Secretaria Municipal de Saúde também deverá encaminhar uma resposta por escrito à Promotoria de Justiça, no prazo de até 20 dias, informando se acata ou não a recomendação em sua totalidade.

Caso haja impossibilidade técnica de cumprir o prazo de 90 dias para a regularização do fornecimento dos medicamentos, a gestão deverá apresentar, dentro dos mesmos 20 dias, uma justificativa fundamentada e um cronograma alternativo para o cumprimento da medida.


ADEQUAÇÕES NECESSÁRIAS

Para as reformas e adequações estruturais do CAPS I Jorge Sales, o MP-BA estabeleceu prazo máximo de 120 dias para que o município apresente à Promotoria de Justiça um plano de adequação da unidade. Caso a sede atual não comporte as adaptações necessárias, o plano deverá considerar a relocalização do serviço ou a implantação de uma nova sede que atenda aos requisitos estabelecidos para o funcionamento do Caps.

As exigências foram motivadas pelas condições da estrutura física atual, considerada inadequada e em desacordo com os parâmetros mínimos para o atendimento em saúde mental. O plano deverá contemplar:

  • ações para corrigir as falhas estruturais existentes, com atenção especial à acessibilidade, à organização dos ambientes e às condições sanitárias;

  • providências para assegurar que a unidade disponha de todos os espaços exigidos pelas diretrizes do Ministério da Saúde para o funcionamento de um Caps;

  • etapas de execução, responsáveis e prazos estimados para a conclusão das obras, incluindo a possibilidade de transferência do serviço para uma sede própria ou para uma nova localização.

Além disso, a Secretaria Municipal de Saúde terá 30 dias para adequar o horário de funcionamento da unidade aos parâmetros legais e organizar o serviço de forma a garantir a continuidade do atendimento.

O município terá ainda 60 dias para promover a regularização administrativa e sanitária da unidade. Entre as medidas estão a inscrição no Cremeb, a obtenção do alvará sanitário, a implementação do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) e a identificação dos profissionais.A unidade também deverá garantir a realização regular de ações de controle de vetores e pragas urbanas, mantendo atualizada toda a documentação comprobatória das medidas adotadas.

A exigência foi estabelecida após a auditoria da Sesab constatar a inexistência de um plano de gerenciamento relacionado ao controle de vetores e pragas, apontado como uma das irregularidades sanitárias encontradas na unidade.

A recomendação passou a valer imediatamente após sua expedição. O descumprimento das medidas dentro dos prazos estabelecidos poderá resultar na adoção de medidas judiciais e administrativas contra os gestores responsáveis.

FALTA DE RESPOSTA
Segundo a decisão, a Prefeitura de Amargosa não havia respondido aos questionamentos apresentados pelo Ministério Público até a expedição da Recomendação nº 03/2026. A Promotoria de Justiça informou ter encaminhado quatro ofícios à Secretaria Municipal de Saúde solicitando informações e documentos que comprovassem a adoção de providências, mas não recebeu resposta da gestão.

A “persistente ausência de manifestação” foi classificada pelo Ministério Público como uma inércia incompatível com a relevância do serviço de saúde mental. A situação motivou a elaboração da recomendação formal para que o município adote as medidas necessárias e regularize o funcionamento do Caps.

*Bahia Notícias, Por Lizzy Maria / Victor Hernandes

 DO INSS AO SUS: PF APREENDE DOCUMENTO EM CELULAR LIGADO A LULINHA E AO EX-CHEFE DE GABINETE DE LULA

Em reportagem exibida nesta quarta-feira (19) pelo Jornal Nacional, novos desdobramentos das investigações da Polícia Federal revelaram a existência de um documento contendo diretrizes para a compra de medicamentos à base de canabidiol pelo Ministério da Saúde, com dispensa de licitação. O material, que levanta novos questionamentos sobre articulações nos bastidores do governo, foi encontrado pela PF no celular da empresária Roberta Luchsinger.


A apreensão do aparelho ocorreu no âmbito de uma operação que apura fraudes no INSS, deflagrada no final de 2025. Segundo as investigações, a empresária — conhecida por sua proximidade com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha — manteve negócios com Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado pelas autoridades como um dos principais operadores do esquema.

O documento em questão, revelado pelo jornal “O Globo” e repercutido pelo JN, foi enviado via mensagem a Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Lula. O caso segue sob análise da Polícia Federal, que investiga a natureza da proposta e as implicações dessas comunicações para a administração pública.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

STF NAMORA UMA IDEIA DA DITADURA: O DIPLOMA OBRIGATÓRIO DE JORNALISMO — POR MARIO SABINO


Os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes querem a volta da obrigatoriedade do diploma de jornalismo.

Eles sugeriram ontem, durante uma ação que julga uma contenda entre a Rede Globo e uma clínica médica, que o assunto, enterrado pelo STF em 2009, seja ressuscitado pelo tribunal.

É que os novos tempos de internet e redes sociais assim o exigiriam.

Flávio Dino, com a sofisticação de pensamento de um filósofo francês, está incomodado que as proteções garantidas a jornalistas tenham sido estendidas aos que seriam simples blogueiros — como o que denunciou o suposto uso de irregular de carros oficiais pelo ministro e por sua família no Maranhão.

“Isso constitui um complicador na medida em que a extensão automática desse regime de garantias a qualquer blogueiro pode levar a que o PCC e o Comando Vermelho façam um concurso para selecionar blogueiros”, disse Flávio Dino.

Alexandre de Moraes, na sua contínua defesa das liberdades individuais, da qual a censura à revista Crusoé e a uma inteira rede social são mostra eloquente, aproveitou a deixa:

“Hoje, com as redes sociais, qualquer pessoa acorda e diz: ‘A partir de hoje, eu sou jornalista’, e começa, em seu blog, a ofender a honra de inúmeras pessoas e a se escudar na liberdade de imprensa. Claramente, nós não podemos normalizar isso e tratar essas pessoas como a imprensa séria, o jornalismo sério. Então, talvez seja realmente o momento de refletirmos, com uma regra de transição para aqueles que já exercem seriamente a profissão, mas, como qualquer outra profissão no Brasil, uma regulamentação para evitar exatamente isso. E Vossa Excelência disse: talvez o PCC, talvez o Comando Vermelho comece… Não, infelizmente, já se infiltraram em redes de desinformação nas redes sociais.”

É balela que organizações criminosas estejam infiltradas no jornalismo. Aliás, é graças a jornalistas dos mais diferentes matizes que elas vêm sendo denunciadas. O recomendável seria que os ministros se preocupassem com a infiltração de organizações criminosas em setor extremamente regulamentado: o da Justiça.

No caso do jornalista do blog maranhense que suscitou a proposta liberticida, ele teve o mérito de expor que Flávio Dino continua a fazer política no seu estado natal. Talvez por esse motivo tenha sido acusado de ameaçar a vida do ministro, sem que haja uma mísera prova a incriminá-lo.

Aliás, explicar a um cidadão proveniente de latitude civilizada que um integrante do Supremo esteja julgando inimigos políticos é missão, mais do que ingrata, impossível.

Como é que a ditadura militar pretendeu limitar o exercício livre do jornalismo? Com a obrigatoriedade do diploma. Exatamente o que Flávio Dino e Alexandre de Moraes querem fazer agora. Os nossos democratas perderam o pudor.

O diploma obrigatório (eu tenho) foi uma invenção dos generais baixada na sequência do AI-5, editado em dezembro de 1968. Dessa forma, o regime tentou limitar ainda mais o livre exercício do jornalismo.

Acrescida da necessidade de registro no Ministério do Trabalho (eu também tenho), essa obrigatoriedade permitia à ditadura militar identificar quem trabalhava na imprensa — e banir das redações quem não tinha formação específica, em geral opositores à ditadura.

A exigência foi complemento à censura. Ao impô-la, os generais usaram como pretexto a reivindicação de sindicatos e associações corporativistas, como esta patética Federação Nacional dos Jornalistas, que mostrou não ter aprendido nada nem esquecido nada ao divulgar nota de apoio à ideia de jerico, mas jerico com método, dos dois ministros do STF.

Diploma de jornalista nunca serviu para melhorar a qualidade do trabalho da imprensa, e faculdade de jornalismo é uma espécie de feira de variedades. O currículo é tão colorido quanto inconsistente e, no atacado, inútil para o exercício da profissão.

Isso porque jornalismo não é uma área do conhecimento, é um conjunto de técnicas, no máximo, assimiláveis apenas pela prática diária no exercício da função profissional, não em cursos que nada têm de superiores, ministrados por um segundo time que complementa o salário com aulas sobre o vazio absoluto.

Diploma de jornalismo não implica boa formação e muito menos ética, honra, responsabilidade. Diploma universitário nenhum pode garantir a manutenção de princípios. Se existisse tal garantia, não haveria, por exemplo, tantos advogados lavando dinheiro, e vou parar por aqui com esse tipo de exemplo para não ser processado.

Ao dar o seu voto contra a obrigatoriedade do diploma, em 2009, Gilmar Mendes, que relatava o caso, foi feliz ao dizer que “o jornalismo e a liberdade de expressão são atividades que estão imbricadas por sua própria natureza e não podem ser pensados e tratados de forma separada”.

Espera-se que o ministro não tenha mudado de ponto de vista, porque é exatamente isto: jornais, emissoras, sites e blogs formam, no seu conjunto, um vasto painel das ideias, das opiniões, das informações que circulam em uma sociedade que precisa ser aberta, permeável e retratada com todas as suas qualidades e com todos os seus defeitos na busca pelo seu aperfeiçoamento.

O jornalismo só se enriquece com a diversidade profissional nas redações e com a liberdade de expressão que lhe é basal, exercida onde quer que seja, e o preço dessa liberdade sempre pode ser pago quando os limites previstos no Código Penal são ultrapassados, seja nas redações ou nos computadores de blogueiros.

Vamos deixar bem claro: os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes não querem melhorar o jornalismo nacional. Querem amordaçá-lo, intimidá-lo, submetê-lo às suas conveniências e às de pares seus, assim como Lula, que lhes é tão próximo, o desejou em 2004, quando sacou da ideia de criar um Conselho Federal de Jornalismo, soviete abortado diante da reação negativa da imprensa e de setores da sociedade que não demoraram a enxergar o controle ideológico na proposta vendida como boa intenção.

Ressuscitar a discussão sobre a obrigatoriedade do diploma de jornalismo não passa de manobra diversionista dos ministros do STF que afrontaram a Constituição.

O fato incontornável é que o sigilo de fonte, cláusula pétrea que não demanda atestado de bons antecedentes de ninguém e é fundamental para a fiscalização do poder pelos jornalistas, foi violado por gente que se acha acima da lei.

O nome disso é autoritarismo, é truculência.

Fonte: Mario Sabino/Metrópoles.

Observação editorial: o conteúdo acima é uma coluna de opinião e reproduz as posições e avaliações expressas pelo jornalista Mario Sabino.

EXPLOSÃO DE BOTIJÃO DE GÁS ATINGE TRÊS CASAS E DEIXA TRÊS FERIDOS EM SANTO ANTÔNIO DE JESUS

Uma explosão provocada por um botijão de gás atingiu pelo menos três casas na região do Casco, em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo da Bahia, na manhã desta quarta-feira (19). O acidente deixou três pessoas feridas, entre elas uma adolescente de 13 anos.

Segundo informações do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), uma equipe foi acionada por volta das 5h e realizou o atendimento de uma das vítimas, que foi encaminhada ao Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus (HRSAJ).

As outras duas vítimas foram socorridas anteriormente por equipes do Corpo de Bombeiros, com auxílio de populares, e também levadas para o hospital.

Entre os feridos estão dois adultos e uma adolescente. A jovem sofreu queimaduras em quase todo o corpo. Uma das vítimas adultas teve queimaduras em mais de 50% da superfície corporal, enquanto a outra sofreu uma fratura em um dos membros.

Equipes do Corpo de Bombeiros permanecem na região para atender à ocorrência e avaliar os impactos do acidente. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) deverá realizar uma perícia para identificar as causas da explosão.

Além do atendimento às vítimas, as condições estruturais das casas atingidas e dos imóveis vizinhos também deverão ser avaliadas. A Defesa Civil poderá ser acionada para verificar se houve comprometimento das estruturas.

O caso chama atenção pela intensidade da explosão e pelos danos provocados em imóveis da região. As circunstâncias do acidente deverão ser esclarecidas após a realização da perícia técnica.


terça-feira, 18 de agosto de 2026

MAIS DA METADE DOS TRABALHADORES TERMINA O MÊS SEM DINHEIRO, DIZ LEVANTAMENTO DA SERASA


Mais da metade dos trabalhadores brasileiros (53%) chega ao fim do mês sem dinheiro suficiente para pagar todas as despesas, segundo levantamento da Serasa Experian divulgado nesta terça-feira (18). O percentual é semelhante ao registrado em 2025, quando 54% dos entrevistados disseram estar nessa mesma situação. 

Entre os trabalhadores ouvidos, 47% afirmam recorrer a algum recurso ou alternativa adicional para conseguir fechar as contas. Outros 6% terminam o mês sem dinheiro suficiente e sem recorrer a uma solução extra.

A pesquisa ouviu 1.008 profissionais de empresas públicas e privadas, incluindo trabalhadores com carteira assinada e pessoas que atuam como PJ (pessoa jurídica). As entrevistas foram realizadas pela internet entre os dias 12 e 30 de junho. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais.

A alimentação foi citada por 78% dos entrevistados que não conseguem chegar ao fim do mês com dinheiro suficiente, seguida pelas contas de consumo, como água, luz e gás, mencionadas por 72%. Também aparecem entre os gastos financiamentos de imóveis ou veículos (44%), roupas, utilidades e outros itens de consumo (43%), empréstimos (33%) e estudos (22%). Cada entrevistado podia indicar até três tipos de gasto. 

A pesquisa também perguntou aos trabalhadores que passaram ou ainda passam por problemas financeiros nos últimos cinco anos sobre as consequências do endividamento e o o que a situação causa no dia a dia.

Na vida pessoal, irritabilidade e insônia foram citadas por 44% dos entrevistados. Foram mencionados ainda alterações de peso, depressão, dores físicas e isolamento social. 

No ambiente de trabalho, 51% relataram estresse e 46%, exaustão extrema ou esgotamento físico. Outros 35% disseram ter percebido diminuição da atenção e 33%, queda de produtividade. 

O estudante universitário Pietro Nascimento, 24, diz estar vivendo esta realidade. Ele decidiu sair da casa da família há pouco mais de um ano para morar sozinho em São Paulo (SP) em busca de mais independência e de um endereço mais próximo do trabalho.

No entanto, percebe que nenhum dinheiro sobra no fim do mês. "Só o aluguel consome quase metade da minha renda. Cerca de R$ 2.000 de um salário de R$ 4.500", conta.

Embora pretenda comprar um imóvel no futuro, Nascimento afirma que ainda não conseguiu dar passos concretos nessa direção. "Continuo pesquisando imóveis mais baratos e formas de financiamento."

Para especialistas da Serasa, a educação financeira é uma das formas de contornar a situação.

"Os dados mostram que a dificuldade de equilibrar o orçamento não é uma situação pontual. Quando esse cenário não se altera de um ano para o outro, vemos uma pressão persistente sobre a saúde financeira", diz Délber Lage, CEO da SalaryFits, empresa da Serasa Experian.

"Essa falta de margem pode levar à busca por alternativas para complementar a renda ou financiar despesas do dia a dia."

Folhapress

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

PF APURA DIÁLOGOS EM QUE LULINHA CITA REUNIÕES COM AUXILIARES DE LULA


Mensagens atribuídas a Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e à lobista Roberta Luchsinger estão em poder da Polícia Federal e passaram a integrar as investigações sobre suspeitas de tráfico de influência e atuação junto ao governo federal.



Segundo reportagem do Metrópoles, os diálogos indicam que Lulinha e Roberta tratavam de negócios e de articulações com integrantes do núcleo próximo ao presidente. Em uma conversa de 22 de março de 2024, Lulinha teria mencionado sua participação em reuniões com Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola e então chefe de gabinete de Lula, e Swedenberger Barbosa, o Berger, que ocupava a secretaria-executiva do Ministério da Saúde.


A investigação também aponta que Roberta Luchsinger recebeu aproximadamente R$ 1,5 milhão em repasses do empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Segundo informações atribuídas à PF, em uma das transferências, o empresário teria informado que o dinheiro seria destinado ao “filho do rapaz”, expressão que os investigadores avaliam poder fazer referência a Lulinha.

Outro trecho das mensagens envolve Fernando Bittar, ex-sócio de Lulinha. Conforme o Metrópoles, Roberta teria relatado que Bittar estaria utilizando o nome de Lulinha em uma tentativa de fechar um “negócio gigante” com a Telebras. Na conversa, a lobista afirma ter negado a informação e dito que não faria negócios com ele caso a negociação prosseguisse.

SUSPEITA DE PRESENTES E JOIAS

A PF também investiga a relação entre Roberta e Marcola. Segundo a reportagem, os investigadores suspeitam que a lobista teria comprado presentes, pago boletos e adquirido joias para o então chefe de gabinete de Lula com o objetivo de ampliar seu acesso e influência dentro do governo.

Em uma conversa de abril de 2024, Roberta e Marcola teriam discutido a compra de joias de diamante. O diálogo inclui o envio de fotografias de peças, entre elas um par de solitários e um colar.

De acordo com informações repassadas à reportagem por interlocutores da defesa de Marcola, as joias teriam custado R$ 9,2 mil e estariam relacionadas a um empréstimo de R$ 249 mil solicitado por ele a Roberta, posteriormente quitado com juros e correção.

DEFESA DE LULINHA CONTESTA DIVULGAÇÃO

Procurada pelo Metrópoles, a defesa de Lulinha afirmou que ele vive atualmente na Espanha e atua na iniciativa privada, sem relação direta ou indireta com o governo brasileiro. Os advogados também questionaram a divulgação das mensagens e alegaram possível vazamento seletivo de informações protegidas por sigilo.

A defesa declarou ainda que pretende solicitar apurações sobre eventual participação de servidores, agentes ou delegados em supostos vazamentos relacionados à investigação.

O advogado Roberto Podval, responsável pela defesa de Roberta Luchsinger, não comentou o caso, alegando que o inquérito tramita sob sigilo.

As informações foram divulgadas pelo Metrópoles com base em mensagens e elementos que, segundo a reportagem, estão em poder da Polícia Federal. As suspeitas ainda são objeto de investigação e não representam, por si só, comprovação de irregularidades ou de responsabilidade criminal dos envolvidos.

LULA E FLÁVIO BOLSONARO APARECEM TECNICAMENTE EMPATADOS EM DISPUTA DE 2º TURNO

O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) permanecem tecnicamente empatados no segundo turno, com 47% e 44% de intenções de voto, respectivamente, segundo a nova pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (17).

O cenário ficou estável em relação à última rodada, divulgada no dia 10 de agosto, quando eles alcançaram os mesmos índices. Já na simulação de primeiro turno, o petista marcou 41% e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), 36% —ambos oscilaram um ponto percentual em relação ao levantamento anterior, mantendo a distância de cinco pontos percentuais.

Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás, mantém 5% das intenções no levantamento desta segunda. Renan Santos (Missão) marca 4% mais uma vez, e Romeu Zema (Novo), com 4%, oscila um ponto percentual em relação à semana passada. Samara Martins (UP) e Augusto Cury (Avante) têm 1% cada. Brancos e nulos são 5%, e 2% não souberam dizer ou não responderam.

Foram entrevistados por telefone 2.003 eleitores com 16 anos ou mais de todo o país de sexta-feira (14) até domingo (16). A margem de erro é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR--03317/2026.

O atual presidente marca 45%, um ponto percentual a menos que na semana passada, na simulação de segundo turno com Caiado, que permanece com 42%. O petista tem 46% contra Zema (41%) —no dia 10 de agosto, eles tinham, respectivamente, 47% e 40%. Lula (47%) oscilou um ponto percentual no cenário de disputa contra Renan Santos (36%), que caiu um ponto.

*Folhapress

DAL BARRETO INICIA CAMPANHA PARA REELEIÇÃO COM GRANDE MOBILIZAÇÃO NO VALE DO JIQUIRIÇÁ



O deputado federal Dal Barreto (União Brasil) iniciou oficialmente sua campanha pela reeleição neste domingo (16) com uma agenda marcada por grande mobilização de apoiadores em municípios do Vale do Jiquiriçá.

Um dos principais atos aconteceu em Jiquiriçá, onde o parlamentar realizou um grande comício no Posto de Binho, às margens da BR-420. O encontro reuniu um expressivo público e contou com a presença do prefeito Lucas de Deraldo, do vice-prefeito Raimundinho, do ex-prefeito Cascalho, vereadores, lideranças políticas e do deputado estadual Euclides Fernandes.

A movimentação em Jiquiriçá reforçou a presença política de Dal Barreto na região. O deputado já mantém uma relação próxima com a administração municipal e, em junho deste ano, participou ao lado de Lucas de Deraldo, Raimundinho e Euclides Fernandes da entrega de obras nas localidades do Ponto do Araçá e Lagoa Verde.

Além da agenda em Jiquiriçá, Dal Barreto também esteve em Cravolândia, onde foi recebido pelo prefeito Celso Coelho, pelo vice-prefeito Samuel Brandão e por integrantes do grupo político local.

Em publicação nas redes sociais, o deputado classificou o encontro como um momento emocionante e destacou a receptividade encontrada no município.

“É impossível não se emocionar com um início de campanha como o que tive hoje, em Cravolândia”, afirmou Dal Barreto, agradecendo ao prefeito, ao vice-prefeito e às lideranças que participaram da recepção.

Os dois eventos deram o tom dos primeiros movimentos da campanha do parlamentar, que busca renovar seu mandato na Câmara dos Deputados e aposta na força de sua articulação política no interior baiano.

Dal Barreto foi eleito deputado federal em 2022 com 140.435 votos, consolidando uma das principais votações entre os representantes da região do Vale do Jiquiriçá. O parlamentar também segue destinando recursos para municípios da região. Em Jiquiriçá, por exemplo, existe registro oficial de plano de ação de 2026 vinculado a emenda parlamentar de autoria de Dal Barreto.

A abertura da campanha ocorre em um momento de intensa movimentação política na Bahia. Dal Barreto integra o grupo de oposição liderado por ACM Neto (União Brasil) e teve sua candidatura à reeleição homologada na convenção estadual da legenda.

Com os atos em Jiquiriçá e Cravolândia, Dal Barreto inicia a caminhada eleitoral buscando demonstrar capacidade de mobilização e manter a presença política construída ao longo dos últimos anos no Vale do Jiquiriçá e em outras regiões da Bahia.

CASAS BAHIA CONFIRMA FECHAMENTO DE 298 LOJAS APÓS PREJUÍZO DE R$ 10,1 BILHÕES NO 2º TRIMESTRE


Após adiar por duas vezes a publicação de seus resultados referentes ao segundo trimestre deste ano, a Casas Bahia divulgou seu balanço trimestral. Marcada inicialmente para 12 de agosto, a publicação foi postergada para o dia 14 do mesmo mês. Chegado o dia, a empresa novamente não compartilhou os informes.

Já neste domingo (16), a varejista publicou os resultados, que apresentaram um prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões entre maio e junho. O montante aumenta as perdas da companhia em 18 vezes se comparado ao mesmo período de 2025, quando o dano foi por volta de R$ 555 milhões.

A publicação também acontece em meio às polêmicas de que a Casas Bahia deve fechar 298 lojas. A informação, inicialmente veiculada na mídia, foi confirmada pela empresa nos documentos do balancete.

Ao longo de 2025, a empresa registrou um prejuízo de R$ 3 bilhões e, somente no primeiro trimestre de 2026, registrou um resultado negativo de R$ 1,06 bilhão nos resultados contábeis.

À época do primeiro balanço divulgado, o presidente-executivo da companhia, Renato Franklin, citou o ambiente macroeconômico como desafiador. Ele adicionou ainda que a postura da empresa para 2026 seria de uma Casas Bahia mais "conservadora" na concessão de crédito, na tomada de risco e nas compras com fornecedores.

Neste ano, a empresa citou como justificativa do resultado contábil o impacto de um plano de redimensionamento de sua operação, que incluiu o fechamento de 298 lojas para ​lidar com o momento mais desafiador para o setor.

Segundo a varejista, o capital circulante negativo, restrições de crédito e consumo pressionado exigem uma transformação estrutural, e a fase 2 do plano de transformação seria a resposta necessária.

"Diante de um ambiente macroeconômico e de crédito mais desafiador, a companhia avança para a fase 2 do plano de transformação, redimensionando sua operação, impactando o resultado líquido através de efeitos contábeis não recorrentes em R$ 9,1 bilhões, sem efeito caixa no trimestre", afirmou a companhia no balanço publicado na madrugada.

Para o plano de reestruturação, a empresa cita que "com os fechamentos das lojas deficitárias, a média do parque de lojas remanescente aumentará em 1,4 ponto percentual", afirmou, acrescentando que a média de participação do carnê nas lojas remanescentes aumentará de 5,0 a 6,0 p.p..

A nova etapa também inclui ‌reorientação dos canais digitais, adequação dos estoques e do capital de giro, redução estrutural de custos, despesas e investimentos, gestão da liquidez e redução do custo financeiro, alternativas de estrutura de capital e liquidez, bem como eventuais medidas adicionais, incluindo possível nova recuperação extrajudicial ou recuperação judicial.

Entenda o caso

Em abril de 2024, a varejista Casas Bahia pediu recuperação extrajudicial para dívidas que somavam R$ 4,1 bilhões. O Juízo da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo homologou o plano apresentado pela companhia após dois meses.

À época, todos os credores aderiram ao plano de recuperação extrajudicial e, com isso, a empresa conseguiu a aceitação da totalidade dos detentores da dívida alvo do processo.

Ontem, após o novo adiamento e antes da divulgação do balanço, o sindicato dos trabalhadores da varejista se posicionou perante a notícia dos fechamentos.

Em nota, o Secor (Sindicato dos Empregados no Comércio de Osasco e Região) manifestou sua preocupação com o fechamento das quase 300 lojas e disse que tomará as medidas necessárias para garantir os direitos dos trabalhadores.

"Os comerciários não podem arcar com prejuízos decorrentes de decisões empresariais tomadas sem o devido diálogo e transparência", disse o presidente do Secor, Luciano Pereira Leite, em nota.

Relatos recebidos pelo sindicato ainda constatam que os funcionários foram pegos de surpresa, que ainda aguardam o desenrolar do processo e que esperam por informações detalhadas sobre os procedimentos de desligamento, pagamento das verbas rescisórias, liberação do FGTS, seguro-desemprego e demais direitos previstos na legislação trabalhista e na convenção coletiva da categoria.

*Com informações da Agência Estado e Reuters

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