terça-feira, 14 de julho de 2026

INMET EMITE ALERTA DE VENDAVAL PARA AMARGOSA E OUTRAS CIDADES DO RECÔNCAVO E VALE DO JIQUIRIÇÁ

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu um alerta amarelo de perigo potencial para vendaval que inclui Amargosa e diversos municípios do Recôncavo Baiano e do Vale do Jiquiriçá. O aviso começa a valer à 0h01 desta quarta-feira (15) e segue até 23h59 do mesmo dia.

De acordo com o INMET, os ventos podem variar entre 40 km/h e 60 km/h, com baixo risco de ocorrências como queda de galhos de árvores, destelhamentos e interrupções no fornecimento de energia elétrica.

Além de Amargosa, o alerta também abrange cidades como Santo Antônio de Jesus, Mutuípe, Jiquiriçá, Ubaíra, Laje, São Miguel das Matas, Cruz das Almas, Conceição do Almeida, Castro Alves, Nazaré, Valença, São Felipe, Sapeaçu, Dom Macedo Costa e Muniz Ferreira.

A orientação é que a população acompanhe as atualizações dos órgãos oficiais e redobre a atenção durante o período de validade do alerta, especialmente em áreas mais expostas aos ventos fortes.

MORRE O ATOR SAM NEILL, DE FILMES COMO JURASSIC PARK E O PIANO

Artista deu vida ao paleontólogo Alan Grant na franquia de filmes Jurassic Park

O ator neozelandês Sam Neill, famoso por dar vida ao paleontólogo Alan Grant na franquia Jurassic Park, entre outros personagens, morreu nesta segunda-feira (13) aos 78 anos de forma “repentina e inesperada” em Sydney, na Austrália, segundo informou sua família.

– Com profunda tristeza, a família de Sam Neill comunica seu falecimento na segunda-feira, 13 de julho, em Sydney, Austrália. Sam esteve cercado por sua família e faleceu com a dignidade que caracterizou toda a sua vida – afirma um comunicado divulgado em sua conta no Instagram, que não detalha as causas da morte.

O texto acrescenta:

– A perda foi repentina e inesperada, mas nos conforta saber que Sam permaneceu livre do câncer. Desejamos expressar nosso mais sincero agradecimento à equipe do Hospital Privado St. Vincent pelo incrível atendimento prestado – completa.

Os familiares do ator, que também interpretou o inspetor Chester Campbell na série Peaky Blinders, pediram respeito à sua privacidade em um momento de “imensa dor”.

Recentemente, Sam havia informado que estava recuperado de um câncer após cinco anos de tratamento. Segundo o artista, a remissão foi possível graças a uma terapia genética que modificou seu sistema imunológico.

O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, expressou suas condolências pela morte de Neill, que – segundo declarou – “conquistou um lugar especial no coração dos australianos”.

– Com um humor irônico e sutil, reflexivo e lacônico, Sam lutou contra a doença com a mesma dignidade, humor e convicção que davam força a cada uma de suas interpretações. Fará muita falta e será lembrado para sempre – escreveu Albanese, na rede social X.

Nascido na Irlanda do Norte em 14 de setembro de 1947 e radicado na Nova Zelândia desde 1954, segundo o site do Globo de Ouro – prêmio ao qual foi indicado em três ocasiões -, Sam Neill desenvolveu sua carreira durante quase cinco décadas no cinema e na televisão.

O ator alcançou fama mundial por sua interpretação do paleontólogo Alan Grant em Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros (1993), de Steven Spielberg, além de atuar em longas como O Piano (1993) e O Encantador de Cavalos (1998), além de diversos outros filmes.

(Fonte: EFE)

 

ROPE JUMP: DONA DE EMPRESA E TRÊS INSTRUTORES SE TORNAM RÉUS

Justiça aceitou denúncia contra quatro pessoas nesta segunda-feira

Os quatro acusados pela morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, em um salto de rope jump sem cordas, na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), se tornaram réus pelo crime na tarde desta segunda-feira (13) após a Justiça receber a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). O processo tramita em segredo de justiça.

A organizadora do evento de rope jump, Evelyne dos Santos Gonçalves, de 43 anos, responsável pela Entre Cordas, se tornou ré por homicídio com dolo eventual, que é quando não há intenção, mas se assume o risco de matar, qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Evelyne também responde pelo crime de fraude processual por tentar eliminar prova relevante para a investigação. A defesa dela informou que irá analisar o recebimento da denúncia antes de se manifestar. Quando foi denunciada, a defesa disse que demonstraria a inocência dela.

Além da organizadora, três instrutores viraram réus por homicídio com dolo eventual, qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. São eles: Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos, e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos.

Os três instrutores foram presos em flagrante pela morte da jovem e depois tiveram as prisões convertidas em preventiva, ou seja, por tempo indeterminado, ainda durante a fase de inquérito policial. Nesta segunda, a Justiça também converteu em preventiva a prisão de Evelyne. A investigação em relação aos suspeitos que não chegaram a serem indiciados pela Polícia Civil foi arquivada.

(Fonte: AE / Pleno News)

 

ESTRADA DE ACESSO AO TAMANDUÁ: COMUNIDADE CANSOU DE ESPERAR PELA PREFEITURA E FEZ O SERVIÇO

Cansados de aguardar por intervenções do poder público, moradores da comunidade do Tabuleiro de Itachama organizaram, na manhã deste domingo (12), um mutirão para realizar reparos emergenciais na estrada que dá acesso ao Tamanduá.

A via é uma artéria vital para a região, sendo utilizada diariamente por trabalhadores e, principalmente, por estudantes que se deslocam para as escolas de Amargosa. Segundo os moradores, a situação da estrada atingiu um nível crítico, caracterizado pela falta de cascalhamento e pela degradação severa do solo.

Riscos à segurança

A preocupação da comunidade é urgente, especialmente em relação ao transporte escolar. Em um trecho de ladeira íngreme, o risco de acidentes é constante — cenário que se torna ainda mais perigoso durante os períodos de chuva.

 "A situação está precária. O mutirão foi a alternativa que encontramos para garantir o mínimo de segurança para quem precisa passar por aqui todos os dias", relataram moradores durante a ação.

Cobrança por solução definitiva

Apesar da iniciativa voluntária, a comunidade reforça que o mutirão é apenas um paliativo. Eles afirmam que diversos pedidos de manutenção já foram encaminhados às autoridades competentes, mas, até o momento, não houve uma intervenção estrutural efetiva.

A mobilização destaca a força da organização comunitária em Amargosa, mas também serve como um alerta sobre a necessidade de políticas públicas mais ágeis para a manutenção das estradas vicinais do município.

O portal Outro Olhar mantém o espaço aberto para que a Secretaria de Infraestrutura ou a Prefeitura Municipal de Amargosa possam se manifestar sobre as medidas previstas para a região do Tabuleiro de Itachama.



domingo, 12 de julho de 2026

ENTRE O RECÔNCAVO E AS MINAS GERAIS: AS HISTÓRIAS QUE A FARINHA CONTA

Uma jornada de afeto, sotaques cruzados e a força das nossas raízes profundas.

Para quem nasce e se cria no interior da Bahia, no Vale do Jiquiriçá ou nas beiras do Recôncavo, a palavra "farinha" é absoluta. Não precisa de sobrenome. Se alguém em Amargosa diz que vai ali comprar farinha, todo mundo já sabe: é farinha de mandioca. A de trigo só ganha nome se faltar na pizzaria, e a de milho só entra na conversa com contexto. Para o dia a dia, a única que reina sozinha no prato é a de mandioca.

Mas na minha infância, a mesa de casa tinha um tempero diferente. Minha mãe não dizia apenas farinha. Com frequência, ela a chamava por um nome que, para os meus ouvidos de criança, soava quase como um chamado para o combate: farinha de guerra. Era um termo compartilhado por ela e por alguns poucos idosos da nossa região, enquanto os mais novos iam deixando aquela expressão esquecida no passado.

Por muito tempo, aquela frase ficou martelando na minha cabeça, junto com tantas outras manias da minha mãe. Ela tinha um sotaque misturado, um jeito de falar que puxava o sotaque de Minas, e costumes culinários como o tradicional biscoito de araruta, que pareciam cruzar a fronteira do nosso estado. Eu me perguntava: será que essa tal "farinha de guerra" era uma expressão lá da terra dela, ou era uma herança daqui da minha região?

A resposta para essa dúvida me fez viajar no mapa e na história.

Primeiro, entendi o lado mineiro de minha mãe. Ela veio de Irundiara, um distrito de Jacaraci que fica bem ali, colado no Norte de Minas. Para ela, Salvador sempre foi uma realidade distante, quase outro país. No mapa real e no mapa da vida dela, era muito mais fácil achar transporte e viajar para Belo Horizonte do que para a capital baiana. A proximidade geográfica fez com que ela trouxesse na bagagem cultural esse abraço forte entre a Bahia e as Minas Gerais.

Mas a grande surpresa veio quando fui pesquisar a origem da "farinha de guerra". Descobri que a expressão não era mineira, mas sim uma herança profunda das nossas raízes indígenas e coloniais.

Séculos atrás, muito antes de Amargosa ou Jacaraci existirem no mapa, os povos originários já dominavam a arte de processar a mandioca. Eles criaram uma técnica para torrar a farinha até que ela ficasse completamente seca e dura. Faziam isso por pura estratégia: aquela farinha não mofava, não estragava e resistia ao tempo e à umidade. Era o alimento perfeito para as longas jornadas e para os períodos de conflito. Os colonizadores e as tropas militares logo perceberam o valor desse superalimento e adotaram o método (e o nome) para sustentar seus soldados em suas longas expedições pelo território brasileiro.

Assim, aquela expressão que minha mãe repetia na cozinha de casa conectava, sem que eu soubesse, dois mundos: a história de resistência dos antigos combatentes da nossa terra e a geografia viva de uma Bahia que faz fronteira com o coração de Minas.

(Cristovão Augusto, 12/07/2026)

 

quarta-feira, 8 de julho de 2026

DENÚNCIA: TRABALHADORES DA LIMPEZA PÚBLICA EM AMARGOSA ENFRENTAM ATRASOS DE SALÁRIO E BENEFÍCIOS


Trabalhadores responsáveis pela limpeza pública no município de Amargosa procuraram a redação da rádio para denunciar a situação crítica referente ao recebimento de seus vencimentos por parte de empresas terceirizadas.

De acordo com a denúncia, os pontos principais da reclamação incluem:

 Atraso no Vale-Alimentação: O benefício, previsto para ser creditado no dia primeiro, não foi pago.

 Atraso no Salário: Os funcionários relatam que os salários não estão sendo depositados dentro do prazo estabelecido, ultrapassando o quinto dia útil.

 Irregularidades em rescisões: Há queixas relacionadas à falta de pagamento de rescisões contratuais.

Segundo o relato, embora as empresas sejam rigorosas na cobrança do cumprimento das obrigações diárias dos funcionários, a mesma eficiência não é aplicada no momento do pagamento dos direitos trabalhistas. Os trabalhadores destacam que o problema tem sido recorrente e que as tentativas de resolução não têm trazido resultados efetivos.

A redação da Amargosa FM coloca o canal à disposição das empresas terceirizadas e da administração municipal para que apresentem esclarecimentos sobre a regularização da situação dos trabalhadores.


BAHIA LIDERA MORTES VIOLENTAS E ESCLARECE APENAS 14% DOS HOMICÍDIOS


A Bahia lidera o ranking nacional de mortes violentas intencionais e, ao mesmo tempo, apresenta uma das menores taxas de esclarecimento de homicídios do país, segundo o estudo Diagnóstico sobre a Investigação de Homicídios no Brasil, do Instituto Sou da Paz.

Em 2023, o estado registrou 6.578 vítimas de mortes violentas intencionais (MVI) — o maior número absoluto do Brasil — e uma taxa de 46,5 mortes por 100 mil habitantes, a segunda mais alta do país, atrás apenas do Amapá (69,9).

Na média entre 2020 e 2023, apenas 14% dos homicídios dolosos registrados na Bahia resultaram em denúncia apresentada pelo Ministério Público, percentual superior apenas ao do Rio Grande do Norte, que registrou 9%, segundo o levantamento.

De acordo com o estudo, a Bahia reúne fatores associados a menores taxas de esclarecimento. O estado registra elevada proporção de homicídios cometidos com armas de fogo, intensa atuação de organizações criminosas e alta letalidade policial.

Segundo o levantamento, 83% dos homicídios na Bahia são praticados com armas de fogo, um dos maiores percentuais do país. Em 2023, 25,8% das mortes violentas intencionais registradas no estado decorreram de intervenções policiais, índice superior ao dobro da média nacional, de 13,8%.

Os pesquisadores observam que estados com maiores taxas de mortes por intervenção policial também figuram entre aqueles com menores índices de esclarecimento de homicídios, indicando uma associação entre modelos de policiamento mais orientados ao confronto e menor capacidade investigativa.

Ambiente hostil à investigação

Segundo o levantamento, homicídios praticados com armas de fogo, em espaços públicos e frequentemente relacionados a disputas entre organizações criminosas tendem a produzir menos evidências materiais e menos testemunhas, tornando as investigações mais complexas.

Além disso, mesmo quando esses crimes são esclarecidos, eles costumam demandar mais tempo e mais recursos do que homicídios cometidos por outros meios.

“Homicídios praticados com armas de fogo geralmente ocorrem em espaços públicos, são executados de forma rápida e produzem menor quantidade de evidências e testemunhas, aumentando significativamente a complexidade da investigação”, afirma Carolina Ricardo, diretora-executiva do Instituto Sou da Paz.

Apesar do cenário, o estudo destaca que elevados índices de violência não impedem, necessariamente, bons resultados nas investigações. Estados como Rondônia conseguiram ampliar significativamente suas taxas de esclarecimento ao investir em medidas como continuidade investigativa, fortalecimento da perícia, preservação do local do crime e gestão baseada em indicadores. Para os pesquisadores, experiências desse tipo mostram que a redução da impunidade depende não apenas do contexto da violência, mas também da forma como as investigações são organizadas e priorizadas.

*CNN BRASIL


AMARGOSA: COMERCIANTES DENUNCIAM POEIRA EXCESSIVA EM OBRA DA CAIXA E RELATAM PREJUÍZOS

Comerciantes e moradores da Rua Riachuelo, na região central de Amargosa, denunciam os transtornos provocados pela obra em execução na agência da Caixa Econômica Federal. A reclamação foi encaminhada à Rádio Amargosa FM e aponta que a falta de medidas adequadas para conter a poeira tem comprometido o funcionamento do comércio e afetado a qualidade de vida de quem trabalha ou circula pelo local.

Segundo os relatos, a movimentação no canteiro de obras levanta uma grande quantidade de poeira, que invade lojas e imóveis vizinhos. Comerciantes afirmam que precisam realizar a limpeza dos estabelecimentos várias vezes ao longo do dia para minimizar os impactos, situação que, segundo eles, tem provocado prejuízos, desconforto e reclamações de clientes.

Além dos prejuízos ao comércio, moradores da vizinhança relatam problemas respiratórios e o agravamento de crises de rinite em razão da poeira constante, principalmente entre pessoas mais sensíveis e idosos.

Ainda conforme a denúncia, os transtornos já foram comunicados aos responsáveis pela obra. No entanto, os moradores afirmam que, até o momento, não foram adotadas medidas eficazes para reduzir a emissão de poeira e minimizar os impactos causados à população.

Diante das reclamações, a comunidade espera que sejam implantadas medidas de controle ambiental, como a umidificação da área e a instalação de barreiras de proteção, garantindo a continuidade da obra sem comprometer a saúde dos moradores e o funcionamento das atividades comerciais. O espaço permanece aberto para manifestação da Caixa Econômica Federal e da empresa responsável pelos serviços.

terça-feira, 7 de julho de 2026

MOTOCICLISTA SOFRE QUEDA APÓS TENTAR DESVIAR DE ANIMAL NA KATIARA

Um acidente envolvendo uma motocicleta foi registrado na tarde desta segunda-feira, dia 6 de julho de 2026, na região do bairro Katiara, em Amargosa.

De acordo com as primeiras informações, o condutor da moto perdeu o controle do veículo enquanto trafegava próximo à Igreja do Véu, nas imediações do estabelecimento conhecido como Bar da Katiara. O acidente teria sido provocado pela presença repentina de um cachorro na pista, o que forçou o motociclista a realizar uma manobra brusca, resultando na queda.


Equipes de socorro foram acionadas para prestar atendimento à vítima no local. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o estado de saúde do condutor ou sua identidade.

Moradores da região reforçam o alerta sobre a circulação frequente de animais soltos nas vias próximas ao bairro, o que tem gerado riscos constantes para quem transita pela área.


ELIMINAÇÃO DO BRASIL NA COPA DEVE AFETAR BARES, RESTAURANTES E COMÉRCIO TEMÁTICO NA BAHIA


O fim da participação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 não representa apenas uma frustração esportiva. A eliminação diante da Noruega, nas oitavas de final, também deve provocar impactos imediatos sobre a economia baiana, especialmente em setores que apostavam em uma campanha mais longa do Brasil para impulsionar as vendas e o movimento de clientes.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes na Bahia (Abrasel-BA), Julio Calado, os maiores prejuízos serão sentidos pelos empresários que investiram na estrutura para transmitir os jogos da Seleção. Aproximadamente 52% dos bares e restaurantes baianos realizaram preparativos específicos para o Mundial, com a instalação de telões, sistemas de som, ampliação de equipes e adequação dos espaços para receber o público. Em alguns estabelecimentos, os investimentos chegaram a R$ 20 mil.

Na avaliação da Abrasel-BA, o encerramento precoce da campanha brasileira reduz significativamente o interesse do público pelas partidas restantes da competição. Enquanto os jogos da Seleção costumavam elevar o faturamento diário em até 200%, a expectativa agora é de uma queda de cerca de 50% no movimento durante as fases finais do torneio. O crescimento mensal projetado para o período da Copa, que poderia variar entre 20% e 70%, deverá ficar entre 5% e 10%.

Além dos bares e restaurantes, comerciantes que reforçaram estoques de camisas da Seleção, bandeiras, acessórios e artigos temáticos também devem enfrentar dificuldades para comercializar os produtos. A tendência é de redução acentuada na procura por itens diretamente ligados ao Mundial após a eliminação da equipe brasileira.

Por outro lado, especialistas avaliam que parte dessas perdas poderá ser compensada pela retomada da rotina de consumo. De acordo com o consultor econômico da Fecomércio-BA, Guilherme Dietze, segmentos como lojas de vestuário, calçados, óticas e outros estabelecimentos instalados em shoppings e centros comerciais tendem a recuperar o fluxo de consumidores, já que os dias de jogos da Seleção costumam reduzir significativamente a circulação de pessoas nesses locais.

Para Dietze, o impacto econômico da eliminação não deve ser analisado apenas pelo volume de perdas, mas pela redistribuição do consumo entre diferentes setores. Enquanto alguns empresários enfrentarão dificuldades para absorver os investimentos realizados em função da Copa, outros poderão registrar melhora nas vendas com a normalização do comportamento dos consumidores.

Assim, o encerramento da participação brasileira no Mundial altera a dinâmica do mercado baiano. Se para bares, restaurantes e vendedores de produtos temáticos a eliminação representa frustração e prejuízo, para outros segmentos do comércio ela marca o retorno gradual da atividade econômica aos padrões habituais, demonstrando que os efeitos da Copa vão além das quatro linhas.

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