quinta-feira, 11 de junho de 2026

AMARGOSA: TRIBUNAL DO JÚRI CONDENA ACUSADO DE MATAR "RADIOLA" A 16 ANOS DE RECLUSÃO

Um policial militar foi condenado a uma pena de 16 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão em regime inicial fechado pelo assassinato de Joel Santos de Paula, conhecido na região como "Radiola". O veredito foi anunciado pelo Tribunal do Júri de Amargosa na última terça-feira, dia 9 de junho, encerrando um ciclo de quase cinco anos de espera por justiça.

Reunidos no Fórum local, os jurados acataram integralmente as teses apresentadas pelo Ministério Público, reconhecendo tanto a materialidade do crime quanto a autoria do réu. O Conselho de Sentença validou as qualificadoras de crime cometido mediante promessa de recompensa e com a utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Relembre o Caso

O crime ocorreu na noite de 23 de junho de 2021, quando Joel, de 33 anos, foi executado a tiros em uma estrada vicinal na zona rural de Amargosa. Na ocasião, o corpo foi encontrado ao lado de sua motocicleta, gerando forte comoção popular e desencadeando uma intensa investigação que durou meses.

Investigações conduzidas pela Polícia Civil revelaram posteriormente que a execução não foi um ato aleatório. Ficou comprovado que a vítima foi monitorada previamente e que a ação criminosa contou com um planejamento minucioso, sugerindo o envolvimento de uma rede de pessoas na empreitada.

Prisões e Desdobramentos Judiciais

Em decorrência das apurações, uma operação policial deflagrada em julho de 2022 resultou na prisão temporária de dois policiais militares nas cidades de Amargosa e Euclides da Cunha. Os indícios apontavam que os agentes haviam sido contratados especificamente para executar a vítima, abrindo uma linha de investigação separada para identificar quem teria ordenado o homicídio.

Nota do Magistrado: Ao estipular o tempo de prisão, o juiz do caso enfatizou a extrema gravidade e a premeditação da conduta. O magistrado destacou ainda que a condição de policial militar do réu na época dos fatos aumenta significativamente a reprovabilidade do ato.

Com a determinação da execução imediata da pena fixada pelo Tribunal do Júri, o sentenciado já deu início ao cumprimento da reprimenda em regime fechado. Paralelamente, o processo que apura a conduta dos demais suspeitos — incluindo o suposto mandante intelectual do assassinato — segue tramitando regularmente na Justiça.

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