Durante assembleia do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável do Vale do Jiquiriçá (CONVALE), realizada nesta sexta-feira (17/07) em Brejões, o prefeito de Amargosa, Getúlio Sampaio (PT), manifestou forte descontentamento com a atual relação entre a gestão municipal e o Ministério Público (MP).
O gestor relatou que a Prefeitura de Amargosa tem sido alvo constante de notificações — muitas vezes diárias — enviadas a diversas secretarias, incluindo Saúde, Educação, Assistência Social e Meio Ambiente. Sampaio classificou a demanda como excessiva e prejudicial à rotina administrativa, citando como exemplo um pedido de informações detalhadas sobre a localização e distância de quebra-molas na cidade, enviado à Secretaria de Obras.
Além da reclamação sobre o órgão fiscalizador, o prefeito destacou a importância da pauta do controle populacional de animais via castramóvel. Ele cobrou maior engajamento dos demais gestores da região e alertou que, caso não priorizem o tema, a pressão do Ministério Público sobre o assunto será inevitável.
"A gente não consegue mais trabalhar com o MP desse jeito", desabafou o prefeito, defendendo uma articulação mais eficiente entre os municípios e o Estado para viabilizar as ações sem a necessidade de intervenções punitivas constantes.
Como o senhor avalia o equilíbrio entre a necessária fiscalização dos órgãos de controle e a autonomia administrativa dos municípios baianos?

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