Uma reportagem aprofundada do Poder360 expõe os bastidores de como decisões administrativas dos governos do PT na Bahia (sob Jaques Wagner e Rui Costa)impulsionaram o Credcesta, beneficiando o empresário Augusto Lima (Guga Lima) e Daniel Vorcaro, do Banco Master.
A Gênese na Privatização: Após duas tentativas frustradas de leilão, a deficitária Empresa Baiana de Alimentos (Ebal) e o Credcesta foram vendidos em 2018 por R$ 15 milhões à NGV Empreendimentos, ligada a Guga Lima.
Decretos Facilitadores: Apenas 16 dias após a privatização, o então governador Rui Costa assinou decretos — articulados na gestão de Jaques Wagner na Secretaria de Desenvolvimento Econômico — transformando o cartão em um potente instrumento de crédito consignado com saques em dinheiro e margem de até 30% para os servidores públicos baianos.
Juros Altos e Super endividamento: Com risco de calote quase zero devido ao desconto em folha, o Credcesta aplicava taxas de juros na casa de 5% ao mês, gerando uma enxurrada de processos judiciais de servidores por super endividamento e barreiras impostas à portabilidade de dívidas.
Expansão e Investigação da PF: Guga Lima associou-se a Daniel Vorcaro para integrar o Credcesta ao ecossistema do Banco Master, alavancando uma megaoperação nacional de crédito que hoje é alvo central da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, por suspeitas de tráfico de influência e repasses financeiros a núcleos políticos.

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