sexta-feira, 28 de agosto de 2026

VIOLÊNCIA NA BAHIA CONSTRANGE LULA NO JN, QUE FALA EM “FALTA DE INTELIGÊNCIA” CONTRA O CRIME

A violência na Bahia entrou no centro da entrevista concedida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Jornal Nacional, da TV Globo, nesta quarta-feira (27). Questionado sobre os altos índices de criminalidade no estado — governado pelo PT há cerca de 20 anos e que aparece com cinco cidades entre as dez mais violentas do Brasil —, Lula evitou responsabilizar diretamente o governo baiano e ampliou a discussão para o cenário da segurança pública no país.

Durante a entrevista, o presidente reagiu à cobrança afirmando que seria “injusto com a Bahia” atribuir ao estado a responsabilidade pelo problema.

“Você está sendo injusto com a Bahia. Nenhum governador do Brasil, nenhum conseguiu resolver o problema de segurança pública. Nenhum conseguiu segurar”, afirmou Lula.

Na sequência, o presidente citou os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo como exemplos para argumentar que a violência não seria um problema exclusivo da Bahia.

“Se você pegar do Rio de Janeiro, ninguém conseguiu. Ninguém”, declarou.Apesar de reconhecer a gravidade da situação, Lula defendeu que o combate à criminalidade depende de uma mudança na estratégia adotada pelo poder público, com maior participação e investimento do governo federal.

“Ninguém consegue resolver. Só vai conseguir se a gente tiver muito investimento inteligente. É isso que eu quero fazer”, afirmou.

Como parte da proposta, o presidente defendeu a criação de um Ministério da Segurança Pública e uma reforma constitucional para ampliar a atuação e a coordenação da União na área de segurança.

“O que eu quero fazer é a reforma da PEC. Nós vamos criar o Ministério da Segurança Pública”, disse.

Lula também afirmou que pretende redefinir as atribuições da Polícia Federal nos estados.

“Nós vamos definir qual é o papel da Polícia Federal no estado”, declarou.

A declaração ocorre em meio à pressão sobre os índices de violência registrados na Bahia, especialmente diante da permanência do estado entre os locais com maiores taxas de mortes violentas do país. A resposta do presidente reacendeu o debate sobre a responsabilidade dos governos estaduais e federal no enfrentamento do crime organizado e da violência.


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