sexta-feira, 25 de setembro de 2026

GRUPO DE JAQUES WAGNER NA BAHIA RECEBIA R$ 3 MILHÕES POR MÊS, DIZ VORCARO


O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirmou em uma proposta de colaboração premiada rejeitada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República que o grupo político do senador Jaques Wagner (PT-BA) receberia cerca de R$ 3 milhões por mês em supostas propinas relacionadas à operação do cartão Credcesta, na Bahia.

Segundo o relato, cerca de R$ 2 milhões seriam repassados por meio de contratos com a PKL One, empresa ligada à exploração do Credcesta, e outros R$ 1 milhão seriam pagos em espécie. Vorcaro, porém, afirmou não ter presenciado o suposto acordo e disse ter tomado conhecimento por meio do ex-sócio Augusto Lima, que nega a acusação.

A proposta de delação foi recusada pela PF e pela PGR por falta de elementos de corroboração considerados suficientes. Documentos citados no material confirmam a existência de contratos e participações societárias relacionadas à PKL, mas, segundo o próprio conteúdo divulgado, não comprovam que Wagner tenha recebido os valores ou que os pagamentos tenham sido destinados a ele.

As defesas de Jaques Wagner e Augusto Lima negaram as acusações e classificaram os relatos como falsos. A defesa de Vorcaro também não reconheceu a autenticidade e a integridade do material divulgado.

O caso integra as investigações envolvendo o Banco Master e a operação do Credcesta na Bahia.



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