segunda-feira, 21 de setembro de 2026

DEBATE EVITADO: O CUSTO DA AUSÊNCIA DE JERÔNIMO RODRIGUES FRENTE A ACM NETO E AO ELEITOR

 


A corrida eleitoral na Bahia registra um movimento que tem chamado a atenção de eleitores e analistas políticos: a estratégia da campanha governista de evitar sabatinas e debates públicos. Além de ausências recentes em rodadas de entrevistas em emissoras de rádio do estado sob alegação de incompatibilidade de agenda, a recusa em participar de debates diretos para confrontar propostas com o principal opositor, ACM Neto (União Brasil), tem esvaziado o processo democrático.  

Enquanto em todo o país os embates diretos servem para que a população avalie o preparo, a capacidade de diálogo e os projetos dos candidatos para o futuro do estado, na Bahia o eleitor tem sido privado do confronto de ideias. Especialistas apontam que a ausência de Jerônimo Rodrigues (PT) nos espaços de debate e a esquiva do confronto direto com ACM Neto evitam o escrutínio público sobre áreas sensíveis da administração estadual, deixando o debate político empobrecido e a sociedade sem respostas essenciais para definir o voto.

O debate político não é um favor concedido à imprensa ou um palanque confortável; trata-se de uma exigência republicana. É o momento em que o eleitor tem a oportunidade única de ver os candidatos lado a lado, confrontados com temas vitais como segurança pública, saúde, educação e infraestrutura — áreas sensíveis que exigem respostas imediatas e transparentes. Fugir do contraditório e evitar o escrutínio público sob o argumento de incompatibilidade de agendas envia um sinal ambíguo sobre quem está genuinamente preparado para governar o estado de forma dialógica e aberta ao escrutínio da sociedade.

A Bahia merece e precisa de um debate político altivo, onde o futuro do estado seja discutido com profundidade, e não blindado por estratégias de marketing que evitam o improviso e o confronto de ideias. Afinal, a democracia se fortalece com a exposição de projetos, e não com cadeiras vazias.


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