domingo, 1 de maio de 2011

Reflexão do texto "Função social do filosofo" de Franklin L. e Silva


                        Reflexão 
                                         David Brito Silva
      Franklin na tentativa de observar a questão da “função social do filosofo”, utiliza como critério as bases das produções filosoficas, em sua “origem”, onde a sistematização conceitual aparece com Platão ao ater em Sócrates um comprometimento político com o destino de seus compatrícios, onde sintetiza um não abrir mão da verdade, buscando a abertura social através do saber e de reflexão constante. O filosofo neste sentido tem que compreender e desempenhar o seu papel como ator político na sociedade na qual está inserido, pois “o filosofo e um homem entre outros homens, e não uma alma desencarnada em contato com as ideias”, sendo assim, segundo Franklin, a referir - se ao discurso platônico do mito, o papel do filosofo político não seria apenas de um rei governante distante de seus súditos, mas sim de Educador disposto a retornar á Caverna da iguinorância e direcionar de forma pratica por meio da educação aquela sociedade.
      Já no pensamento moderno de Descartes ao inaugurar o “sujeito com consciência de si” através do “Cogito”, fica explicito que Descartes não tinha intenção de atuação política na sociedade, para Franklin, mesmo ao Descartes desenvolver seu método sem muita atenção a vida cultural de seu tempo, o alcance de sua filosofia trouxe conseqüências históricas no avanço técnico cientifico que inevitavelmente conjeturou a historia, política e conseqüentemente em toda sociedade a partir do século XVII.
    Mas segundo Franklin, a leitura de Pascal com relação à soberania da razão cartesiana é objurgatória, no sentido de identificar que esta “razão” é incapaz de “resolver verdadeiramente as contradições básicas de vida humana”, a própria concepção de “existência” é usado como exemplo de como a “razão hegemônica” em se tratando deste campo fenomênico, o conhecimento racional não é capaz de determinar. O filosofo não se opõe a historia, mas se opõe a tentativa de racionalmente o individuo compreender todos os eventos ou fenômenos da existência
      Em Nietzsche é que Franklin também observa as concepções filosóficas construídas por genealogia, que analisa a procedência da racionalidade, buscando uma negação destes conceitos pré- estabelecidos, que tiram de certa forma, a possibilidade de uma existência autentica do ser engajado em sua historia. È este ser de engajamento que segundo que Franklin analisa com o auxilio de Merleau-Ponty, “o engajamento só é possível se acreditarmos no sentido da historia”, assim sendo, o filosofo no agir social tem que levar em consideração as respostas produzidas ideologicamente, mas principalmente, tem compromisso de compreender as questões e interesses que estão em jogo nas produções de ideológicas, e primordialmente questionar as premissas das quais estamos presos sem perceber, buscando assim um sopro de ar fresco, buscando respostas claras e reconfortantes, compreendendo que o grande trufo do filosofo não é saber de tudo, e sim a busca de respostas para os mistérios.
       Acredito que com estes exemplos Franklin tenta mostrar que o filosofo deve assumir uma posição critica em seu tempo histórico, objetivando uma desmistificação através de investigação de todo conhecimento produzido que tenha a intenção de ordenar e direcionar, utilizando concepções racionais construídas ideologicamente.

David Brito Silva


Sobre o Autor:
David Brito David Brito é graduado em Filosofia pela UFRB, ativista da informação digital e das redes, é organizador do Blog Outro Olhar Amargosa.

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