terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Eduardo Cunha nega constrangimento com discurso de Janot

Foto: André Dusek / Estadão
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), negou constrangimento na sessão de abertura dos trabalhos do Judiciário na tarde desta segunda-feira, 1. Questionado sobre eventual constrangimento diante do discurso do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o peemedebista negou. “A mim, nada. Estou representando a institucionalidade, representando a Casa. Apenas cumpri meu papel. Não vou interpretar palavras ou discurso de quem quer que seja”, afirmou Cunha. Acusador e acusado chegaram com cinco minutos de diferença no Supremo Tribunal Federal e dividiram a mesma antessala, no aguardo do início da sessão. Durante a cerimônia, sentaram-se lado a lado, mas não cruzaram olhares. Além disso, Janot não citou Cunha em seus cumprimentos ao iniciar discurso. “Enganam-se, de forma propositada e interpretam de forma distorcida, aqueles que questionam o nosso cerne. Da mesma forma que elementos podem conduzir nossa atuação ao oferecimento de denúncia, igualmente leva-nos a requerer o arquivamento”, afirmou o procurador-geral da República. Ao lado de Cunha, disse que os “holofotes não serão desligados” e estão direcionados à garantia do cumprimento da ordem jurídica. “É isso que a sociedade espera do Ministério Público, ao qual a Constituição adjetivou de público. O que é público é de todos. Não é não pode ser de alguém. (…) Por natureza, não compactuamos ou tergiversamos com o ilícito, com o autoritarismo. (…) Buscamos, simples e só, de forma clara e objetiva, a verdade dos fatos e não de factoides e o seu enquadramento jurídico. Sem evasivas, sem cortina de fumaça”, disse Janot. Leia mais no Estadão.
Estadão

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