domingo, 18 de dezembro de 2016

Astrofotografia: como são tiradas algumas das imagens mais deslumbrantes do Sistema Solar

A astrofotografia é um tipo especializado de fotografia que registra imagens de corpos celestes e grandes áreas do céu noturno. Nos últimos anos, os avanços nessa área foram imensos e agora não são apenas os cientistas que podem fazer imagens incríveis de nebulosas a milhares de anos-luz de distância: amadores também se aventuram, mesmo com equipamento não muito sofisticado.
Ultimamente, as imagens que mais têm surpreendido vêm da vizinhança do nosso planeta, da extraordinária esquina do Universo em que estamos.
Desde as montanhas geladas na fronteira do Sistema Solar, às erupções solares maiores do que a Terra, para onde quer que olhemos, há uma surpresa.
A primeira fotografia de um corpo celeste (a Lua) foi tirada em 1840, mas somente no final do século 19 a tecnologia permitiu a fotografia estelar detalhada.
Além de gravar os detalhes de corpos extensos, como a Lua, o Sol e os planetas, a astrofotografia tem a capacidade de mostrar objetos invisíveis ao olho humano, como nebulosas e galáxias.
A astrofotografia teve um papel importante no início dos estudos do céu e da classificação das estrelas, mas com o tempo, deu lugar a equipamentos mais sofisticados e técnicas especialmente concebidas para a investigação científica.
Atualmente, a astrofotografia é parte da astronomia amadora, e normalmente é utilizada para gravar imagens que não têm como finalidade única a pesquisa científica. A tecnologia das câmeras e a nossa capacidade de instalá-las em novos locais são fundamentais para conseguir imagens tão incríveis.
Ver a Terra como um frágil globo azul e branco flutuando no espaço já não surpreende. Mas foi só depois do lançamento das missões Apollo, nos anos 1960, que a humanidade viu uma foto completa do seu planeta. Foram os astronautas da Apollo 8 que fizeram o flagrante acima, batizado de o "Nascer da Terra", feito enquanto orbitavam a Lua.
Costumávamos pensar que Plutão era um mundo frio, escuro e enfadonho. Mas em 2016, a sonda New Horizons mostrou que estávamos errados. Esta sonda e outras parecidas permitiram que víssemos, pela primeira vez, os locais mais distantes do Sistema Solar. E o que vimos nos deixou sem fôlego. A New Horizons mostrou que Plutão é um mundo fascinante de montanhas e vales gelados, e que sua atmosfera é azul como a da Terra.
Possivelmente mais do que qualquer telescópio da história recente, o Hubble transformou a compreensão do nosso lugar no Universo. Com ele, os astrônomos capturaram o Hubble Deep Field (HDF, na sigla em inglês) ou Campo Profundo do Hubble. O Hubble também captou imagens dentro dos confins do nosso Sistema Solar.
O veículo Curiosity da Nasa revelou a superfície de Marte como nunca se vira antes. Graças a isso, os cientistas puderam avaliar a chance de haver água na forma líquida - e até vida - na superfície marciana. Mas o Curiosity não mandou apenas fotografias impressionantes da geografia do Planeta Vermelho.

(Fonte: BBC Brasil)

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