quarta-feira, 10 de julho de 2019

RISCO BRASIL RECUA AO MENOR NÍVEL DESDE SETEMBRO DE 2014


O CDS (Credit Default Swap, risco país, na sigla em inglês, também chamado de “risco Brasil”) alcançou nesta quarta-feira (10) a pontuação de 131,1 pontos, o menor nível desde setembro de 2014 (123,7 pontos), acompanhando o noticiário econômico. Naquele ano, o Brasil ainda possuía grau de investimento, de acordo com o rating das 3 principais agências de classificação de risco (Standard&Poor’s, Fitch e Moody’s). Hoje, a pontuação da medida de risco de calote do Brasil recua com as expectativas de aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Previdência pelo Congresso Nacional, o que alimenta a “euforia” do mercado acionário. O Plenário da Câmara dos Deputados realiza sessão para apreciar o texto da reforma nesta 4ª.
O atual nível do CDS indica a perspectiva favorável do mercado internacional ao quadro econômico do país, com a perspectiva de implementação das reformas econômicas que equilibrem as contas públicas locais. INCERTEZA ELEITORAL Em setembro de 2018, às vésperas da eleição presidencial, o CDS chegou a alcançar o pico de 311 pontos, dissolvido posteriormente com a definição eleitoral e o anúncio da agenda econômica liberal da equipe chefiada pelo ministro Paulo Guedes. BOM HUMOR NO MERCADO Os agentes econômicos acompanham, com tom otimista, a votação da Previdência no plenário da Câmara. Mediante isso, o Ibovespa, principal índice da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), alcançou no pregão desta 4ª nova marca histórica intradiária, de 106.650 pontos. Já o dólar norte-americano recuou ao patamar dos R$ 3,70, negociado às 15h30 (no horário de Brasília) a R$ 3,756, em queda acentuada de 1,31%. A divisa estrangeira teve recuo expressivo depois de o presidente do Fed (Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos), Jerome Powell, sugerir que a autoridade monetária poderá reduzir os juros locais ainda neste mês de julho, em meio à conjuntura econômica estadunidense. O QUE É? O CDS é o principal indicador usado para medir o risco de crédito a que investidores estrangeiros estão submetidos quando investem no Brasil. É uma espécie de seguro contra calotes: quanto maior a probabilidade de falência, maior será o valor. Quanto menor o CDS, mais seguro para investir é considerado o país. No início de 2018, o risco Brasil estava perto dos 160 pontos. Com a incerteza eleitoral, superou os 300 pontos em agosto. Após a eleição de Jair Bolsonaro, investidores passaram a apostar no andamento de uma agenda de reformas e o indicador recuou. No início deste ano, estava a 207 pontos. Agora, caiu para casa dos 131,1 pontos.
Fonte: PODER 360 / edição Outro Olhar Info

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