domingo, 22 de março de 2020

BRASIL TEM 25 MORTES E 1.546 CASOS CONFIRMADOS DE CORONAVÍRUS, DIZ GOVERNO

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O número de mortes causadas por COVID-19 no Brasil subiu de 15 para 25 e o de casos confirmados, de 1128 para 1546, nas últimas 24 horas, informou o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, em entrevista coletiva em Brasília.
Apesar do aumento, o ministro defendeu planejamento da resposta à doença."Metade da população brasileira não vai ter (COVID-19). Da outra metade, a grande maioria nao vai ter sintoma. Dos que vão ter, como a gente tem uma base população jovem, a gente pode ter menos casos graves, com a grande maioria com sintomas leves", disse. "Se isso fosse distribuído ao longo do ano, não teria problema. Como ninguém tem imunidade, isso vai levar muita gente ao mesmo tempo ao sistema de saúde."
Produção de ventiladores
Segundo o ministro, a principal preocupação do ministério no momento é conseguir um número adequado de ventiladores mecânicos, produzidos no Brasil e importados do exterior, para atender os hospitais que cuidarão dos doentes.
Ele voltou a pedir que as medidas restritivas sejam feitas com bom senso para evitar a disrupção de cadeias logísticas e produtivas 
Mandetta disse que empresas de grande porte, como a Suzano e a Positivo, ajudarão na produção desses equipamentos. "Estamos vendo com universidades produção de equipamentos 'fora da caixinha'", disse.
O ministério também reafirmou que iniciará uma campanha de testes em massa, que começará pelos profissionais de saúde, com kits doados pela Vale. 
Sobre o uso da hidroxicloroquina, Mandetta disse que definirá o protocolo para o uso do remédio. "A partir do momento que já está colocado em escala global e a família pede, fica quase impossível para o médico dizer não", afirmou. 
Contenção dos casos na China
Mandetta também disse que a ciência ainda precisa de mais tempo para entender melhor o novo coronavírus. Segundo ele, o vírus tem se mostrado "muito competente" na transmissão.
"A virose do coronavírus vai se apresentando e vemos como ela vai se dar em nosso território. Teve casos em Wuhan, e com o bloqueio de 30 dias tudo voltou ao normal. Mas não sabemos o que ocorreu em Pequim e gostaríamos muito de saber".
De acordo com ele, todos os países estão tomando medidas para reduzir a curva de contágio. Ele lembrou que no dia 26 de março completam 30 dias do primeiro caso identificado no País.
"Nós medimos e vamos vendo como a doença evolui. Aos 30 dias, poderemos ter uma projeção melhor de como o vírus se comporta no País", completou. "Acreditamos que estamos em todos os estados com algum grau de expansão e adequação da rede de saúde".
Contato com governadores
O ministro também reafirmou que o governo federal continua acompanhando as medidas tomadas pelos governos estaduais no combate ao novo coronavírus, "com muito zêlo". Ele garantiu que a pasta continuará atualizando os números de casos e óbitos no território nacional a cada 24 horas.
"Estamos trabalhando de forma contínua e só podemos consolidar os números a partir das notificações das secretarias estaduais de Saúde. É normal que as informações sejam desconectadas em 24 horas. A imprensa que cobre nos Estados por vezes têm números mais atualizados, e isso é normal", afirmou.
* (com informações do Estadão Conteúdo)

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