quinta-feira, 18 de junho de 2020

Novo ministro das Comunicações de governo Bolsonaro quer “pacificar” o país

Novo ministro das Comunicações de governo Bolsonaro quer “pacificar” o país
O deputado brasileiro Fábio Faria, genro do magnata Silvio Santos, assumiu nesta quarta-feira (17) o ministério das Comunicações, uma pasta estratégica criada pelo presidente Jair Bolsonaro durante a crise na saúde e institucional que passa o país.
Faria, de 42 anos, pediu um “armistício patriótico” para enfrentar a pandemia do novo coronavírus, que já causou mais de 45.000 mortes no país, e na última terça chegou ao recorde diário com 35.000 casos registrados nas últimas 24 horas.
É preciso que “deixemos as nossas diferenças político-ideológicas de lado para enfrentarmos esse inimigo invisível comum que, lamentavelmente, tem tirado a vida de milhares de pessoas e gerado danos incalculáveis à economia. É hora de pacificar o país”, afirmou Faria durante a cerimônia de posse no Palácio do Planalto, sede da presidência em Brasília.
Além das personalidades políticas e midiáticas, participaram da cerimônia os jogadores de futebol Felipe Melo (Palmeiras) e Alexandre Pato (São Paulo), ambos apoiadores de Bolsonaro.
O presidente do STF, Antonio Dias Toffoli, e o da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, também estiveram presentes, apesar das recentes divergências com o líder do Executivo.
Nas últimas semanas, o STF autorizou a investigação de empresários, deputados e figuras públicas aliadas ao presidente por suspeitas de que teriam promovido atos antidemocráticos e ataques ao supremo.
Bolsonaro, que criticou as investigações, afirmou ao empossar o novo ministro: “não são as instituições que falam o que o povo deve fazer”, mas sim o contrário, segundo o presidente.
Com o intuito de melhorar a comunicação oficial do país, Faria foi convidado para intermediar as relações com o Congresso. Ele é considerado próximo a Rodrigo Maia e pertence ao PSD, partido do “Centrão”, o grande grupo de deputados centristas e conservadores do qual Bolsonaro tenta se aproximar para reconstituir sua base de apoio no Congresso, a fim de impedir um possível processo de impeachment.
*ISTOÉ

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