quinta-feira, 6 de maio de 2021

KANTÉ: O “ONIPRESENTE” (TOSTA NETO)

Em Stamford Bridge (05), na partida de volta da semifinal da Champions League, Kanté apresentou uma brilhante performance e contribuiu de forma direta na vitória do Chelsea diante do Real Madrid por 2 x 0. Com tal triunfo, os Blues disputarão a sua terceira final na competição de clubes mais importante do mundo. Uma vez mais, presenciaremos outra finalíssima inglesa na Liga dos Campeões entre Chelsea e Manchester City; eis o prenúncio de um grande duelo tático entre Thomas Tuchel e Pep Guardiola. Por ora, não analisaremos a aguardada decisão em Istambul.

O espectador que assiste um jogo do Chelsea tem a sensação que Kanté é “onipresente”, isto é, ocupa todos os lugares do campo ao mesmo tempo; na análise do mapa de calor, visualiza-se uma distribuição espacial ampla e equilibrada do atleta francês. Kanté é primordial na estratégia tática de Tuchel, pois colabora ativamente na marcação e no toque de bola. O camisa 7 dos Blues efetua com excelência várias funções: saída de bola, transição entre a defesa e o meio-campo, marcação cirúrgica e opção no contra-ataque.

Diante de tantas potencialidades, Kanté harmoniza-se perfeitamente às prerrogativas do futebol contemporâneo, cujo atleta precisa exercer com primor diversas atribuições, entre as quais, marcação, intensidade física, velocidade, passe e drible. Desde a passagem inesquecível e vitoriosa pelo Leicester, o atleta em questão evoluiu bastante e se tornou um meio-campista mais completo. Não esqueçamos que Kanté já tem no currículo um título da Copa do Mundo e terá a chance de conquistar a Champions League pela primeira vez. Enfim, em tempos de Messi e Cristiano Ronaldo, o amante do futebol tem o prazer de contemplar um jogador versátil e técnico do naipe de N’Golo Kanté.

(Tosta Neto, 06/05/2021)

 

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