A Organização das
Nações Unidas (ONU) divulgou um relatório alarmante apontando que, somente
entre janeiro e agosto de 2025, ao menos 841 pessoas foram executadas no Irã.
Em alguns casos, a execução ocorreu menos de duas horas após o anúncio da
sentença, sem direito à defesa adequada.
De acordo com o
documento, julho registrou 110 execuções, mais que o dobro do mesmo mês
em 2024. Grande parte dessas mortes estaria relacionada a uma onda de repressão
promovida pelo regime iraniano, descrita como uma “caça às bruxas” contra
supostos espiões israelenses. As prisões e execuções, segundo a ONU, têm sido
realizadas de forma acelerada e sem garantias jurídicas aos acusados.
Organizações
independentes, contudo, afirmam que o número real pode ser ainda mais elevado.
Fontes denunciam que muitas mortes ocorridas durante interrogatórios não entram
na contagem oficial. Se considerados esses casos, o número de vítimas da
repressão ordenada pelo Aiatolá Ali Khamenei poderia chegar a milhares
somente em 2025.
O relatório
reforça as críticas internacionais à falta de transparência e ao desrespeito
aos direitos humanos no Irã, intensificando a pressão sobre o regime, já
acusado de violações sistemáticas contra opositores políticos e minorias.


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