Há tempos, por
questão de ordem existencial, não venho escrevendo sobre futebol, porém no
derradeiro domingo (11/01), quando assisti a final da Supercopa da Espanha entre
Barcelona e Real Madrid, diante da performance dominante de Pedri, fui
persuadido a “quebrar a escrita” sinalizada na primeira linha deste parágrafo.
Pedri, apesar da
jovialidade, apresenta uma leitura de jogo aguçada: facilidade para encontrar
espaços na defesa adversária, dribles desconcertantes, alta precisão nos
toques, movimentação constante, cadência para acelerar e desacelerar o ritmo do
meio-campo etc.
É válido enfatizar
que Pedri não foi revelado pelas categorias de base do Barcelona, todavia traz
consigo o estilo de jogo catalão forjado em La Masia sob a inspiração da
lenda holandesa Johan Cruyff.
O talentosíssimo
atleta espanhol de 23 anos está construindo uma carreira marcante e, graças a
sua tenra idade, tem toda potencialidade para evoluir de forma significativa a
sua capacidade técnica e tática. Desde já, arrisco afirmar que o genial Pedri
já é um jogador geracional e colocará o seu nome no rol dos meio-campistas mais
cerebrais da história do esporte mais popular do planeta.
(Tosta Neto, 13/01/2026)


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