terça-feira, 13 de janeiro de 2026

MERZ AFIRMA QUE REGIME IRANIANO VIVE “ÚLTIMOS DIAS”, ENQUANTO BRASIL MANTÉM SILÊNCIO DIPLOMÁTICO

O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou que o regime dos aiatolás, no Irã, mantém-se no poder exclusivamente por meio da violência extrema contra a própria população e, por essa razão, estaria vivendo seus “últimos dias”. A declaração ocorre em meio à intensificação dos protestos no país e ao aumento das denúncias internacionais sobre repressão e violações de direitos humanos.

Segundo relatos de organizações e veículos internacionais, milhares de pessoas teriam morrido nas últimas duas semanas em decorrência da repressão promovida pelas forças de segurança iranianas contra manifestantes. As mobilizações populares se espalharam por diversas cidades, impulsionadas por insatisfação política, econômica e social.

Enquanto líderes europeus adotam um tom mais crítico em relação ao governo iraniano, o Brasil ainda não se pronunciou oficialmente sobre a situação. Até o momento, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) não emitiu nota pública a respeito das mortes e da repressão registrada durante os protestos recentes no Irã.

A ausência de posicionamento brasileiro contrasta com declarações de autoridades de países ocidentais, que têm condenado o uso da força contra civis e defendido maior pressão internacional sobre Teerã. O cenário reforça o debate sobre o papel da diplomacia brasileira diante de crises humanitárias e conflitos envolvendo direitos humanos no cenário internacional.

 

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