O chanceler da
Alemanha, Friedrich Merz, afirmou que o regime dos aiatolás, no Irã, mantém-se
no poder exclusivamente por meio da violência extrema contra a própria
população e, por essa razão, estaria vivendo seus “últimos dias”. A declaração
ocorre em meio à intensificação dos protestos no país e ao aumento das
denúncias internacionais sobre repressão e violações de direitos humanos.
Segundo relatos de
organizações e veículos internacionais, milhares de pessoas teriam morrido nas
últimas duas semanas em decorrência da repressão promovida pelas forças de
segurança iranianas contra manifestantes. As mobilizações populares se
espalharam por diversas cidades, impulsionadas por insatisfação política,
econômica e social.
Enquanto líderes
europeus adotam um tom mais crítico em relação ao governo iraniano, o Brasil
ainda não se pronunciou oficialmente sobre a situação. Até o momento, o
Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) não emitiu nota pública a
respeito das mortes e da repressão registrada durante os protestos recentes no
Irã.
A ausência de
posicionamento brasileiro contrasta com declarações de autoridades de países
ocidentais, que têm condenado o uso da força contra civis e defendido maior
pressão internacional sobre Teerã. O cenário reforça o debate sobre o papel da
diplomacia brasileira diante de crises humanitárias e conflitos envolvendo
direitos humanos no cenário internacional.


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