Levantamento divulgado pelo portal Metrópole lança luz sobre a ampliação da influência política do senador Otto Alencar (PSD-BA) nos órgãos de controle do estado. Enquanto sua nora atua como assessora no Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) desde 2010, seu filho, Otto Alencar Filho, assumiu em dezembro de 2025 uma cadeira vitalícia como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA), após renunciar ao mandato de deputado federal.
A nomeação ocorreu por indicação do governador Jerônimo Rodrigues (PT), aliado histórico do senador, e consolidou um movimento político que remete à própria trajetória de Otto Alencar, que também foi conselheiro do TCE-BA entre 2004 e 2010, antes de fortalecer sua carreira política no estado e em Brasília.
Segundo o Metrópole, o TCE-BA pagou em 2025 supersalários que ultrapassaram R$ 82,9 mil mensais a conselheiros, valores acima do teto constitucional devido a adicionais e penduricalhos. O montante total desembolsado ultrapassou R$ 4,4 milhões no ano. O maior valor foi recebido pelo presidente da Corte, Marcus Vinícius de Barros Presídio, em setembro.
Em declaração ao Metrópole, Otto Alencar Filho afirmou possuir “formação acadêmica sólida, especialização internacional e três pós-graduações nacionais”, além de experiência no setor privado e público. Ainda assim, o caso reacende o debate sobre nepotismo cruzado, indicações políticas e remunerações acima do teto em tribunais responsáveis justamente pela fiscalização das contas públicas.
➡️ Outro Olhar: quando o poder político se estende aos órgãos de controle, a transparência precisa ser redobrada.
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