sexta-feira, 20 de março de 2026

IRÃ EXECUTA TRÊS JOVENS ACUSADOS DE “INIMIZADE CONTRA DEUS” E GERA REPERCUSSÃO INTERNACIONAL

O governo do Irã executou, em 19 de março de 2026, três jovens identificados como Mehdi Ghasemi, Saleh Mohammadi e Saeid Davudi. Eles haviam sido condenados sob a acusação de “moharebeh” — termo utilizado no país para designar “inimizade contra Deus”.

Segundo denúncias divulgadas por organizações de direitos humanos, como a Anistia Internacional e a Hengaw Organization for Human Rights, os três foram presos durante manifestações ocorridas em janeiro deste ano e submetidos a julgamentos considerados irregulares.

As entidades afirmam que o processo judicial ocorreu de forma acelerada, sem garantia de defesa adequada, e incluiu confissões obtidas sob tortura. Ainda de acordo com os relatos, as execuções teriam sido realizadas em segredo, ao amanhecer, durante o período de oração islâmica, sendo posteriormente confirmadas pelo sistema judiciário iraniano.

A morte dos jovens tem sido interpretada por críticos como um ato de repressão política e tentativa de intimidar novos protestos no país. A acusação de “moharebeh”, frequentemente utilizada pelas autoridades iranianas, é apontada por especialistas como vaga e suscetível a interpretações que permitem a criminalização de opositores do regime.

Até o momento, autoridades iranianas não comentaram publicamente as críticas internacionais. O caso reacende o debate sobre direitos humanos e o uso da pena de morte no país, que figura entre os que mais realizam execuções no mundo.

 

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