O governo do Irã
executou, em 19 de março de 2026, três jovens identificados como Mehdi Ghasemi,
Saleh Mohammadi e Saeid Davudi. Eles haviam sido condenados sob a acusação de
“moharebeh” — termo utilizado no país para designar “inimizade contra Deus”.
Segundo denúncias
divulgadas por organizações de direitos humanos, como a Anistia
Internacional e a Hengaw Organization for Human Rights, os três
foram presos durante manifestações ocorridas em janeiro deste ano e submetidos
a julgamentos considerados irregulares.
As entidades
afirmam que o processo judicial ocorreu de forma acelerada, sem garantia de
defesa adequada, e incluiu confissões obtidas sob tortura. Ainda de acordo com
os relatos, as execuções teriam sido realizadas em segredo, ao amanhecer,
durante o período de oração islâmica, sendo posteriormente confirmadas pelo
sistema judiciário iraniano.
A morte dos jovens
tem sido interpretada por críticos como um ato de repressão política e
tentativa de intimidar novos protestos no país. A acusação de “moharebeh”,
frequentemente utilizada pelas autoridades iranianas, é apontada por
especialistas como vaga e suscetível a interpretações que permitem a
criminalização de opositores do regime.
Até o momento,
autoridades iranianas não comentaram publicamente as críticas internacionais. O
caso reacende o debate sobre direitos humanos e o uso da pena de morte no país,
que figura entre os que mais realizam execuções no mundo.


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