segunda-feira, 6 de abril de 2026

JANELA PARTIDÁRIA NA BAHIA PROVOCA DANÇA DAS CADEIRAS E REDESENHA FORÇAS POLÍTICAS


A janela partidária deste ano movimentou intensamente o cenário político baiano, com uma série de trocas de legenda entre parlamentares estaduais e federais, redesenhando o equilíbrio de forças para as eleições de 2026. Ao todo, dezenas de políticos aproveitaram o período para mudar de partido sem risco de perda de mandato, em uma articulação que deve impactar diretamente as composições de chapas e alianças no estado.

Entre os destaques, o PSD registrou perdas e ganhos relevantes. Deixaram a legenda nomes como o senador Angelo Coronel, Angelo Coronel Filho,Diego Coronel e Cafu Barreto, enquanto a sigla recebeu filiações como Ludmilla Fiscina, Niltinho e Raimundo da Pesca. O Republicanos também se fortaleceu ao atrair quadros como Angelo Coronel Filho, Léo Prates, Diego Coronel e Dr Thiago Gilleno.

No campo da esquerda, o PSOL passou a contar com novos integrantes, a exemplo de Professor Reginaldo Alves, Geraldo Simões e Senhora Mar. O PSB, por sua vez, perdeu quadros importantes, como Fabiola Mansur, Angelo Almeida e Bebeto Galvão, mas recebeu reforços como Vitor Bonfim, Elisangela e Mário Negromonte Júnior. O PV recebeu Fabíola Mansur, Antonio Henrique Jr. e Eduardo Salles.

PSDB também foi um dos destinos mais procurados, com filiações de Duda Sanches, Anderson Ninho, Débora Santana, Rodrigo Hagge, Colbert Martins, Diogo Azevedo e Flavio Matos. Já o PL atraiu nomes como Samuel Júnior, Paulo Câmara, Igor Dominguez e Cinthya Marabá, enquanto o Novo recebeu Alexandre Aleluia. Cafu Barreto, por sua vez, se filiou ao União Brasil. O PT, por fim, recebeu a filiação de Angelo Almeida.

Fim da janela partidária

O prazo final para o registro, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dos estatutos de partidos políticos e federações que desejam participar do pleito terminou neste sábado (4). A legislação eleitoral estabelece que partidos e federações precisam estar regularmente constituídos com pelo menos seis meses de antecedência do 1º turno das eleições.

Também foi a data-limite para que candidatas e candidatos tenham domicílio eleitoral na circunscrição onde pretendem concorrer e para que estejam com a filiação partidária devidamente aprovada pelo partido. A exigência segue a legislação eleitoral, embora as agremiações possam estabelecer prazos mais longos nos respectivos estatutos. Outro prazo que terminou deve ser observado por ocupantes de cargos do Poder Executivo, que foram obrigados a se desincompatibilizar dos mandatos atuais. 

*BNEWS

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