Durante essa
semana, ocorreu a Confraternização Esportiva (Jogos Estudantis) do Colégio
Estadual de Tempo Integral de Amargosa. O projeto foi coordenado pelos
professores de Educação Física. Dentre as modalidades foram vivenciadas:
Xadrez, Capoeira, Futebol society, Futsal, Voleibol, Natação e Basquete. O evento
teve como objetivo, fortalecer valores positivos que o esporte proporciona,
entre os quais, respeito às diferenças, capacidade de resolver problemas no
jogo, pertencimento, senso crítico, inteligência emocional para tomar decisões
em momento de pressão. Na oportunidade, o professor mestre Alex Rabaioli,
construiu um texto que exemplifica os aprendizados e impactos positivos que
eventos esportivos podem causar em toda comunidade escolar
Jogos Estudantis e
seus aprendizados
Quando a escola
manifesta juntamente com os professores de Educação Física o desejo de
participar dos Jogos Estudantis municipais ou estaduais da rede pública, a
primeira pergunta que surge é: por que inscrever a escola nessa modalidade de
vivência com o esporte? Importante dizer que os aprendizados adquiridos durante
o percurso justificam a escolha da escola em fazer sua inscrição. Portanto,
podem-se destacar os aprendizados voltados para os valores que regem o esporte,
desde o fair play, a construção de amizades, a cooperação, o sentimento
de pertencimento, aprender a perder e ganhar e lidar com os erros. Esse
processo acaba afetando todo o corpo docente e funcionários e extrapola a
relação dos profissionais de educação física com os alunos. Portanto, a escola
precisa montar uma estrutura que depende de todos os profissionais, desde o
corpo diretivo, funcionários e professores de outras áreas para que possam dar
o suporte.
Nesse processo,
observa-se que todos aprendem, aprendem os funcionários que trabalham no setor
da cozinha, porque precisam modificar a receita. Geralmente a mudança de
dinâmica das escolas traz esse aprendizado. Aprende o porteiro, porque precisa
modificar sua dinâmica de recepção, visto que esses alunos estarão em um
trânsito diferente na escola, hora para sair para determinados jogos, hora para
retornar ao lanche e participar de outras atividades na escola. Aprende o
árbitro que comanda os jogos, visto que no contexto educacional ele vai
precisar se adaptar, pois a lógica não é a mesma do esporte de alto rendimento.
Ele precisa ter essa concepção e também ser um educador naquele processo.
Aprendem os professores, pois compartilham essas experiências e ideias, pensam
o jogo, organizam as estratégias para obter resultados satisfatórios que não se
resumem a apenas serem campeões, mas valorizar a construção de todo aquele
processo. Além disso, o professor (a) repensa suas práticas, analisa seus
erros, evolui e cresce enquanto ser humano. Aprendem também os alunos na
interação com outros times, com outras cidades e torcidas essa relação de
vencer e perder. Todo intercâmbio e conexão de saberes de vários locais que se
reúnem em um determinado espaço são importantes para o desenvolvimento dos
estudantes. Nesse sentido, deve-se fazer o questionamento: não seria o esporte
a própria imitação da vida? E os valores que estão embutidos ali não sinalizam
elementos do cotidiano? Importante destacar que esse processo é uma aula, é
conteúdo, é conhecimento compartilhado. As escolas não perdem dias letivos ao
se dedicarem aos Jogos Estudantis, muito pelo contrário, elas ganham novas
oportunidades e possibilidades de ensinar para além das paredes e contribuir
para a formação de discentes pensantes, reflexivos e ativos na sociedade.
Portanto, é importante parabenizar e estimular todas as estruturas escolares
que acreditam nesse projeto enquanto uma ferramenta pedagógica de transformação
social.





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