quinta-feira, 4 de junho de 2026

CONFRATERNIZAÇÃO ESPORTIVA DO CETI AMARGOSA

Durante essa semana, ocorreu a Confraternização Esportiva (Jogos Estudantis) do Colégio Estadual de Tempo Integral de Amargosa. O projeto foi coordenado pelos professores de Educação Física. Dentre as modalidades foram vivenciadas: Xadrez, Capoeira, Futebol society, Futsal, Voleibol, Natação e Basquete. O evento teve como objetivo, fortalecer valores positivos que o esporte proporciona, entre os quais, respeito às diferenças, capacidade de resolver problemas no jogo, pertencimento, senso crítico, inteligência emocional para tomar decisões em momento de pressão. Na oportunidade, o professor mestre Alex Rabaioli, construiu um texto que exemplifica os aprendizados e impactos positivos que eventos esportivos podem causar em toda comunidade escolar

Jogos Estudantis e seus aprendizados

Quando a escola manifesta juntamente com os professores de Educação Física o desejo de participar dos Jogos Estudantis municipais ou estaduais da rede pública, a primeira pergunta que surge é: por que inscrever a escola nessa modalidade de vivência com o esporte? Importante dizer que os aprendizados adquiridos durante o percurso justificam a escolha da escola em fazer sua inscrição. Portanto, podem-se destacar os aprendizados voltados para os valores que regem o esporte, desde o fair play, a construção de amizades, a cooperação, o sentimento de pertencimento, aprender a perder e ganhar e lidar com os erros. Esse processo acaba afetando todo o corpo docente e funcionários e extrapola a relação dos profissionais de educação física com os alunos. Portanto, a escola precisa montar uma estrutura que depende de todos os profissionais, desde o corpo diretivo, funcionários e professores de outras áreas para que possam dar o suporte.

Nesse processo, observa-se que todos aprendem, aprendem os funcionários que trabalham no setor da cozinha, porque precisam modificar a receita. Geralmente a mudança de dinâmica das escolas traz esse aprendizado. Aprende o porteiro, porque precisa modificar sua dinâmica de recepção, visto que esses alunos estarão em um trânsito diferente na escola, hora para sair para determinados jogos, hora para retornar ao lanche e participar de outras atividades na escola. Aprende o árbitro que comanda os jogos, visto que no contexto educacional ele vai precisar se adaptar, pois a lógica não é a mesma do esporte de alto rendimento. Ele precisa ter essa concepção e também ser um educador naquele processo. Aprendem os professores, pois compartilham essas experiências e ideias, pensam o jogo, organizam as estratégias para obter resultados satisfatórios que não se resumem a apenas serem campeões, mas valorizar a construção de todo aquele processo. Além disso, o professor (a) repensa suas práticas, analisa seus erros, evolui e cresce enquanto ser humano. Aprendem também os alunos na interação com outros times, com outras cidades e torcidas essa relação de vencer e perder. Todo intercâmbio e conexão de saberes de vários locais que se reúnem em um determinado espaço são importantes para o desenvolvimento dos estudantes. Nesse sentido, deve-se fazer o questionamento: não seria o esporte a própria imitação da vida? E os valores que estão embutidos ali não sinalizam elementos do cotidiano? Importante destacar que esse processo é uma aula, é conteúdo, é conhecimento compartilhado. As escolas não perdem dias letivos ao se dedicarem aos Jogos Estudantis, muito pelo contrário, elas ganham novas oportunidades e possibilidades de ensinar para além das paredes e contribuir para a formação de discentes pensantes, reflexivos e ativos na sociedade. Portanto, é importante parabenizar e estimular todas as estruturas escolares que acreditam nesse projeto enquanto uma ferramenta pedagógica de transformação social.





 

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