quinta-feira, 4 de junho de 2026

PARTIDO COMUNISTA DA CHINA IGNORA OS 36 ANOS DO MASSACRE DA PRAÇA DA PAZ CELESTIAL

Nesta quinta-feira (4), data que marca os 36 anos dos acontecimentos ocorridos na Praça da Paz Celestial (Tiananmen), em Pequim, voltou a ganhar destaque nas redes sociais uma crítica à postura oficial do governo chinês em relação ao episódio de 1989.

Uma publicação compartilhada pela página Hoje no Mundo Militar ironiza a posição do Partido Comunista Chinês ao afirmar que, “segundo o partido, nada aconteceu na Praça Tiananmen em 4 de junho de 1989”. A mensagem faz referência ao rígido controle exercido pelas autoridades chinesas sobre a memória dos protestos pró-democracia que mobilizaram milhares de estudantes e cidadãos naquele ano.

Os protestos, iniciados em abril de 1989, reivindicavam maior abertura política, liberdade de expressão e combate à corrupção. Em 4 de junho, tropas do Exército chinês avançaram sobre a praça e áreas adjacentes para dispersar os manifestantes. O número exato de mortos permanece desconhecido, variando de centenas a milhares de vítimas, segundo diferentes estimativas de organizações internacionais e testemunhas da época.

O episódio continua sendo um dos temas mais sensíveis da história contemporânea da China. O governo chinês mantém restrições à discussão pública sobre os acontecimentos, censurando conteúdos relacionados ao tema na internet e em meios de comunicação do país.

A imagem anexada à publicação mostra uma das cenas mais emblemáticas daquele período: veículos militares avançando pelas ruas de Pequim durante a repressão aos manifestantes. O registro remete ao contexto que também deu origem à famosa fotografia do “Homem do Tanque”, símbolo internacional de resistência pacífica.

Enquanto em diversos países organizações de direitos humanos promovem atos de memória e homenagens às vítimas, na China continental as autoridades continuam restringindo manifestações públicas relacionadas ao aniversário dos protestos de 1989.



 

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