Nesta quinta-feira
(4), data que marca os 36 anos dos acontecimentos ocorridos na Praça da Paz
Celestial (Tiananmen), em Pequim, voltou a ganhar destaque nas redes sociais
uma crítica à postura oficial do governo chinês em relação ao episódio de 1989.
Uma publicação
compartilhada pela página Hoje no Mundo Militar ironiza a posição do
Partido Comunista Chinês ao afirmar que, “segundo o partido, nada aconteceu na
Praça Tiananmen em 4 de junho de 1989”. A mensagem faz referência ao rígido
controle exercido pelas autoridades chinesas sobre a memória dos protestos pró-democracia
que mobilizaram milhares de estudantes e cidadãos naquele ano.
Os protestos,
iniciados em abril de 1989, reivindicavam maior abertura política, liberdade de
expressão e combate à corrupção. Em 4 de junho, tropas do Exército chinês
avançaram sobre a praça e áreas adjacentes para dispersar os manifestantes. O
número exato de mortos permanece desconhecido, variando de centenas a milhares
de vítimas, segundo diferentes estimativas de organizações internacionais e
testemunhas da época.
O episódio
continua sendo um dos temas mais sensíveis da história contemporânea da China.
O governo chinês mantém restrições à discussão pública sobre os acontecimentos,
censurando conteúdos relacionados ao tema na internet e em meios de comunicação
do país.
A imagem anexada à
publicação mostra uma das cenas mais emblemáticas daquele período: veículos
militares avançando pelas ruas de Pequim durante a repressão aos manifestantes.
O registro remete ao contexto que também deu origem à famosa fotografia do “Homem
do Tanque”, símbolo internacional de resistência pacífica.
Enquanto em
diversos países organizações de direitos humanos promovem atos de memória e
homenagens às vítimas, na China continental as autoridades continuam
restringindo manifestações públicas relacionadas ao aniversário dos protestos
de 1989.


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