A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (18) uma nova fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas envolvendo o senador baiano Jaques Wagner (PT) e o empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master.
Segundo informações da investigação, os agentes apuram a suposta destinação de um apartamento de luxo avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões, localizado em um empreendimento de alto padrão no bairro Horto Florestal, em Salvador. De acordo com a Polícia Federal, o imóvel teria sido negociado por meio de conversas encontradas em aparelhos eletrônicos apreendidos durante as investigações.
Os investigadores apontam que o apartamento seria uma possível contrapartida por supostas ações favoráveis aos interesses empresariais de Augusto Lima e de empresas ligadas ao Banco Master. A PF também apura suspeitas de pagamentos destinados a empresa vinculada a um familiar do senador.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados em Salvador, Brasília e São Paulo.
Conforme divulgado pela investigação, mensagens encontradas pela PF mostram conversas sobre uma unidade residencial localizada no 17º andar de um empreendimento de alto padrão, cuja negociação teria ocorrido por intermédio de terceiros e empresas utilizadas na aquisição do imóvel.
Até o momento, não há condenação ou denúncia definitiva relacionada aos fatos investigados. O caso segue em apuração pelas autoridades competentes.
A defesa de Augusto Lima afirmou que as diligências realizadas pela Polícia Federal seriam desnecessárias, alegando que o empresário está à disposição das autoridades há vários meses para prestar esclarecimentos. Segundo os advogados, Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da legalidade.
O Portal Outro Olhar mantém espaço aberto para manifestação do senador Jaques Wagner e de seus representantes legais sobre os fatos investigados.

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