sábado, 26 de novembro de 2016

Jovens não conseguem distiguir entre verdade e mentira nas redes sociais, revela pesquisa da Universidade de Stanford


Pesquisa realizada pela Universidade de Stanford, na Califórnia, constata que jovens não conseguem distinguir entre verdade ou mentira nas redes sociais.
 O tema foi discutido, quinta-feira (24), no JORNAL DA CULTURA, assista AQUI 

O site Tudo Celular repercutio a pesquisa em análise abaixo.
Preocupante: mais de 80% dos jovens não sabe diferenciar notícias falsas e autênticas
A disseminação de notícias falsas na internet é um problema grave que ganhou destaque nas últimas semanas depois que o Facebook foi acusado de influenciar na vitória de Donald Trump na corrida presidencial dos Estados Unidos. 
Para entender quão grave é a questão, pesquisadores da Universidade de Stanford, na Califórnia, realizaram um estudo com 7.804 estudantes de 11 a 18 anos para verificar se eles sabem diferenciar “conteúdo patrocinado” de notícias confiáveis. E o resultado não é nada animador.

Combate à desinformação

Inicialmente, Mark Zuckerberg defendeu que 99% do conteúdo noticioso compartilhado no Facebook é autêntico. Posteriormente, no entanto, foi anunciado que tanto a rede social quanto o Google começariam a combater a disseminação de notícias falsas na rede.
Esta semana, uma notícia no site BuzzFeed Brasil mostrou que notícias falsas sobre a Lava Jato postadas no Facebook ganham muito mais interações do que as notícias verdadeiras.“De maneira geral, o desempenho das informações falsas no Facebook é muito superior ao das reportagens reais”, conclui a reportagem.
Uma semana depois de declarar que o conteúdo autêntico superava as notícias falsas em sua rede social, Mark Zuckerberg publicou parte de seu plano para tentar diminuir o problema da disseminação de informações falsas no Facebook.
Os pesquisadores detectaram que 82% dos estudantes não souberam diferenciar os conteúdos noticiosos dos não-factuais. Muitos deles, ainda, julgaram a credibilidade de tweets na quantidade de detalhes que continham ou se havia uma foto grande ilustrando a postagem, em vez de verificar a fonte. 

Nossos “nativos digitais” podem ser capazes de lidar muito bem com o Facebook ou o Twitter, enquanto sobem a última selfie para o Instagram e enviam mensagem a um amigo. Mas quando se trata de avaliar as informações contidas nos canais de mídia social, eles são facilmente enganados.
O estudo detectou, por exemplo, que mais de dois a cada três estudantes não viram motivos para desconfiar de um texto escrito por um executivo de banco sobre como jovens adultos precisam de ajuda no planejamento financeiro.
Já cerca de quatro em cada dez estudantes do Ensino Médio acreditaram, por causa de uma manchete, que a foto de margaridas deformadas era a prova de que havia contaminação nas proximidades da usina nuclear de Fukushima, mesmo sem nenhuma informação sobre a fonte da imagem.
Fonte: Pesquisa Universidade de Stanford

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