terça-feira, 31 de outubro de 2017

Países não reconhecem independência da Catalunha


Após o Parlamento da Catalunha aprovar a independência da região, na última sexta-feira (27/10), vários países se manifestaram para afirmar que não reconhecerão a decisão dos separatistas e reiterar apoio ao governo da Espanha.
A União Europeia (UE) foi a primeira a criticar a manobra do governo regional catalão. O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, afirmou que a Espanha continuava sendo a única interlocutora do bloco.
"Para a UE, nada mudou. A Espanha continua a ser a nossa única interlocutora", escreveu Tusk na sua conta do Twitter. Ele ainda pediu ao governo espanhol para escolher "a força do argumento e não o argumento da força".
Pouco tempo depois foi a vez de o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, rejeitar a independência catalã, argumentando que a UE não precisa de mais fraturas. Já o presidente do Parlamento europeu, Antonio Tajani, classificou a manobra como "uma violação do Estado de Direito". Tajani ressaltou que ninguém, na União Europeia, reconhecerá a declaração unilateral.
Depois da UE, os Estados Unidos foram um dos primeiros países a se manifestar sobre a decisão do Parlamento catalão. O Departamento de Estado dos EUA afirmou que a Catalunha é uma "parte integral" da Espanha e destacou que o governo americano apoia as medidas tomadas pelo Executivo liderado por Mariano Rajoy.
"A Catalunha é uma parte integral da Espanha, e os EUA apoiam as medidas constitucionais do governo espanhol para manter a Espanha forte e unida", disse a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert.
Tom semelhante foi adotado pela Alemanha. O porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert, afirmou que seu país apoia a "clara postura" do presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, em defesa da "ordem constitucional".
Seibert ressaltou ainda que a soberania e a integridade territoriais da Espanha são e se mantêm invioláveis. "Uma declaração unilateral de independência viola esses princípios protegidos", acrescentou.
O governo alemão destacou que vê com preocupação o novo agravamento da situação na Catalunha, com a "violação da Constituição por parte do parlamento regional catalão".
A França também rejeitou a declaração de independência. O ministro do Exterior francês, Jean-Yves Le Drian, reiterou que o único interlocutor de Paris referente a esta região é o governo da Espanha em Madri e pediu respeito à Constituição espanhola.
"Nesse quadro [o da Constituição espanhola], que é o que corresponde ao Estado de Direito, é que deve ser tratada a questão catalã. Essa é a razão pela qual a França não reconhece a declaração de independência que acaba de ser aprovada no Parlamento catalão", ressaltou Le Drian.
O governo britânico afirmou que a medida catalã foi baseada numa votação declarada ilegal pela Justiça espanhola. "O Reino Unido não reconhece e nem vai reconhecer a declaração unilateral de independência feita pelo Parlamento regional catalão", disse a primeira-ministra Theresa May. "Queremos ver a lei respeitada, a Constituição espanhola respeitada e a unidade espanhola respeitada", concluiu.
A Itália também se uniu às vozes que criticaram a manobra. "A Itália não reconhece nem reconhecerá a declaração unilateral de independência proclamada pelo Parlamento regional da Catalunha. Trata-se, de fato, de um gesto gravíssimo e fora da lei", afirmou o ministro do Exterior italiano, Angelino Alfano.
O Canadá, o Chipre e a Sérvia também afirmaram que não reconhecem a independência catalã e manifestaram apoio ao governo espanhol.
O Parlamento regional da Catalunha aprovou, em Barcelona, a independência da região e a separação da Espanha numa votação secreta sem a presença dos principais partidos que se opõem à proposta, que abandonaram a sala minutos antes. A resolução insta o governo a tomar as medidas necessárias para criar o marco legal de uma república soberana e independente da Espanha.
Em reação, Madri aprovou a dissolução do Parlamento da Catalunha e a convocação de eleição nesta região para 21 de dezembro.

(Fonte: DW.COM)

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