sábado, 14 de março de 2020

VACINA DE CUBA CONTRA CORONAVÍRUS É FICÇÃO

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Ainda não existe uma vacina contra o novo coronavírus. Publicações nas redes sociais afirmam que Cuba já desenvolveu a imunização contra o vírus, o que é falso. Na verdade, o governo cubano firmou uma parceria com a China para tratar pacientes do covid-19 com o medicamento interferon alfa 2B. De acordo com o Granma, jornal oficial da ilha, o remédio obteve resultados positivos na cura de 1.500 pacientes chineses. O interferon alfa 2B não é um medicamento novo. De acordo com a Fiocruz, ele tem sido usado em pacientes de hepatite B, hepatite C, leucemia e outros. A OMS tem apoiado cientistas que estão pesquisando opções de vacina. No entanto, ainda não há previsão de quando elas podem ser liberadas para o público. De acordo com o Instituto Butantan, “o processo de pesquisa e desenvolvimento de uma nova vacina é constituído de diversas etapas, tratando-se, portanto, de um processo demorado, de alto investimento e associado a riscos elevados”. A primeira etapa de desenvolvimento de uma vacina é de pesquisa básica; depois, são realizados estudos pré-clínicos (sem pessoas). Só então a imunização é testada em seres humanos e, após um longo processo, pode ser disponibilizada para a população. O Estadão Verifica também entrou em contato com a BioFarmaCuba, empresa citada como responsável pelo desenvolvimento da vacina na ilha. Não obtivemos resposta até a publicação desta checagem. O E-Farsas também checou esse boato. Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente. Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas: apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho. *ESTADÃO

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