sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

INDÚSTRIA BAIANA TEM PERSPECTIVA DE CRESCIMENTO DE 5% EM 2021

 

A indústria da Bahia deve crescer em 2021. Essa é a análise feita e divulgada pela a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) hoje, com objetivo de mostrar que a tendência de recuperação dos últimos meses deve se manter no próximo ano. Alguns setores da indústria tendem a crescer mais 5% como é o caso da de transformação. Além de apresentar os principais indicadores da indústria baiana, o levantamento aponta as variáveis que se desenham no ambiente econômico, alertando para os gargalos que, do ponto de vista da indústria, precisam ser sanados para conduzir a economia nacional à rota de recuperação.

“O Brasil vai precisar – e esta é uma necessidade imperativa diante do impacto que a pandemia causou –, avançar nas reformas administrativa e tributária, há muito demandadas, sob pena de perdermos a oportunidade de restabelecer um ambiente favorável para a retomada do crescimento”, destaca o presidente da FIEB, Ricardo Alban. E alertou: “2021 será um ano desafiador, mas com a perspectiva, agora efetiva, do início da vacinação em massa. E se todos fizerem seu dever de casa, o impacto poderá ser minimizado.”

Com participação de 21,8% no Produto Interno Bruto (PIB) do estado e ocupando a 7ª posição no ranking nacional, com 4,3% de participação no Valor da Transformação Industrial (VTI), a indústria de transformação foi um dos segmentos afetados pela pandemia da Covid-19, com determinados setores registrando quedas acima de 30% na produção física.

Apesar das verificadas retrações, no comparativo com 2019, e considerando o contexto econômico global de 2020, o agregado da indústria baiana deve fechar o ano com um quadro de relativa estabilidade. A estimativa é de recuperação nos últimos meses do ano, caminhando para uma projeção de crescimento em 2021 da ordem de 5%, acompanhando as expectativas para a indústria nacional.

A despeito da aparente estabilidade e perspectiva de recuperação, o superintendente da FIEB, Vladson Menezes destacou os impactos da pandemia na economia baiana e a estimativa de queda de 4,7% no PIB estadual. “Esta é a segunda pior queda da série, ficando atrás somente do ano de 2016, quando o declínio chegou a 6,2%”, destaca.

*BAHIA ECONÔMIA 

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