domingo, 3 de outubro de 2021

PETISTAS FAZEM ‘EMBOSCADA’ E TENTAM AGREDIR CIRO COM PEDAÇOS DE PAU

Faltou gente na manifestação convocada pelo PT e seus satélites da esquerda no sábado 2, mas a baixa adesão não foi suficiente para arrefecer os ânimos da militância. Os petistas deram uma nova demonstração de intolerância, e desta vez uma das vítimas foi um antigo aliado: o ex-ministro Ciro Gomes (PDT).

Depois de ser fortemente vaiado durante seu discurso na Avenida Paulista, em São Paulo — pela manhã, Ciro já havia participado do ato esquerdista no Rio de Janeiro —, o pré-candidato do PDT ao Palácio do Planalto foi vítima de uma “emboscada” armada por militantes do PT.

Quando se encaminhava para seu carro, Ciro voltou a ser hostilizado pelos manifestantes. Alguns petistas mais exaltados atiraram garrafas e pedaços de pau contra os vidros do veículo. Na sequência, depois de o pedetista deixar o local, houve uma briga entre os próprios militantes, que acabaram dispersados pela Polícia Militar (PM). Ninguém foi preso.

Ao discursar no caminhão de som, Ciro recebeu vaias e xingamentos de petistas, que entoaram o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ausente na manifestação. Depois de sofrer a tentativa de agressão, Ciro afirmou que o Brasil é maior do que o “fascismo travestido de vermelho e de verde e amarelo” e disse não ter ouvido as vaias. Segundo o ex-ministro, a ação violenta partiu de “meia dúzia de bandidos travestidos de esquerda que se acham donos da verdade”.

Em nota, o PDT informou que “meia dúzia de militantes petistas que estavam em um bar, visivelmente alterados, tentaram hostilizar Ciro e o presidente [do partido] Carlos Lupi”. “São atos covardes de quem não está interessado no país. Esses covardes não intimidarão quem quer que seja”, afirmou a agremiação.

Dirigentes de outras legendas de esquerda que organizaram o ato se solidarizaram a Ciro. A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, classificou a tentativa de agressão como “incidente lamentável”.

Nos últimos anos, Ciro tem subido o tom das críticas a Lula e aos governos petistas — dos quais participou no primeiro escalão, é bom lembrar. A militância do PT não o perdoa por ter viajado a Paris depois de derrotado no primeiro turno das eleições de 2018, ficando de fora da campanha de Fernando Haddad no segundo turno contra Jair Bolsonaro.

*Revista Oeste

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