sexta-feira, 26 de setembro de 2025

EUA INTERCEPTAM CAÇAS RUSSOS PRÓXIMOS AO ALASCA

Ação acontece em meio a escalada de tensões da Rússia com OTAN

O Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD) informou que os Estados Unidos enviaram ao menos cinco caças para identificar e interceptar quatro aeronaves de guerra da Rússia que voavam próximo ao Alasca, na fronteira entre EUA e Canadá.

A interceptação ocorreu na Zona de Identificação de Defesa Aérea do Alasca (ADIZ), um espaço internacional limítrofe ao território americano.

Os aviões russos eram compostos por dois bombardeiros estratégicos Tu-95 e dois caças Su-35. Em resposta, os EUA mobilizaram uma aeronave de controle e alerta antecipado E-3, quatro caças F-16s e quatro aviões-tanque KC-135 para “identificar e interceptar positivamente” as aeronaves.

O NORAD classificou a atividade russa como “comum”, mas ressaltou a necessidade de uma resposta rápida devido às recentes incursões russas no espaço aéreo de diversos países europeus.

A interceptação no Alasca acontece em meio a uma escalada de tensões entre a Rússia e a OTAN. A aliança militar condenou as incursões russas no espaço aéreo de pelo menos três de seus membros — Estônia, Romênia e Polônia — como parte de um “padrão mais amplo de comportamento russo cada vez mais irresponsável”.

Em uma declaração oficial, a OTAN afirmou: “A Rússia tem total responsabilidade por essas ações, que são escalonadas, arriscam erros de cálculo e colocam vidas em risco. Elas precisam parar.”

A aliança reiterou seu compromisso inabalável com o Artigo 5, que trata de defesa mútua, e prometeu empregar “todas as ferramentas militares e não militares necessárias para nos defendermos”.

O presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu em suas redes sociais que os países da OTAN deveriam abater qualquer aeronave russa que violasse o espaço aéreo da aliança. O republicano, porém, ressaltou que a decisão caberia aos membros europeus, não a ele.

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, por sua vez, disse que qualquer decisão sobre intervenção “dependeria das informações disponíveis sobre a ameaça”, como análise de inteligência e potencial risco a civis.

A situação mais tensa foi registrada na Polônia, que elevou seu alerta de defesa ao “mais alto nível de prontidão” após drones russos invadirem seu espaço aéreo durante um novo ataque à Ucrânia.

O país acionou caças poloneses e da OTAN, além de sistemas de defesa antiaérea, o que levou ao fechamento de quatro aeroportos, incluindo o da capital, Varsóvia. O Ministério da Defesa russo negou ter planos de atacar a Polônia.

(Fonte: Claudio Dantas)

 

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