Em uma medida que
beneficia diretamente a indústria brasileira, o presidente dos Estados Unidos,
Donald Trump, retirou a tarifa de 10% sobre a celulose importada, conforme
ordem executiva publicada na última sexta-feira (5). A decisão reverte a
política anunciada em julho, quando a celulose havia sido incluída na
sobretaxa, e representa um alívio para o Brasil, líder global nas exportações
do produto.
No ano passado, o
Brasil exportou 2,8 milhões de toneladas de celulose para os EUA, o que
corresponde a cerca de 15% do total de vendas do produto para o exterior. O
setor já havia sentido o impacto da tarifa, com uma queda de 35% nos embarques
brasileiros para os EUA em maio, em comparação com o mesmo período do ano
anterior.
A Câmara de
Comércio Brasil-Estados Unidos estima uma redução de 15,2% no valor e 8,5% no
volume das exportações brasileiras para os EUA entre janeiro e maio de 2025
devido às tarifas.
A Ibá (Indústria
Brasileira de Árvores), classificou a medida como “muito positiva”. A nota
destaca que a decisão partiu do governo americano, “muito graças aos esforços
de clientes que levam ao governo peculiaridades de produtos e matérias-primas
essenciais ao país”.
A associação
reforçou a importância da diplomacia e do diálogo, e salientou que a medida
beneficia “mais de 90% da celulose exportada pelo Brasil aos Estados Unidos”.
Empresas
brasileiras como Suzano e Eldorado Brasil, as principais exportadoras de
celulose para os EUA, mobilizaram-se com a contratação de escritórios de
advogados e lobistas para pleitear a revisão da taxa.
A isenção abrange
três descrições de celulose, mas as tarifas de 50% aplicadas a papéis em geral
e painéis de madeira continuam válidas. A demanda interna americana por insumos
para a produção de papel higiênico, fraldas e lenços umedecidos também influenciou
a decisão.
(Fonte: Claudio
Dantas)


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