O ex-vereador pelo Rio de Janeiro e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Carlos Bolsonaro (PL-RJ), se uniu ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), na manhã desta terça-feira, 20, para caminhada em prol de “liberdade e justiça”. O parlamentar mineiro iniciou um ato de sete dias, nessa segunda-feira, 19, partindo do interior de Minas Gerais até Brasília, em resposta ao que classificou como “prisões injustas” relacionadas aos atos de 8 de janeiro e à prisão de Bolsonaro. O percurso teve início no município de Paracatu, próximo à divisa com Goiás, a cerca de 240 quilômetros da capital federal.
Além de Carlos, outros aliados políticos que se juntaram a Nikolas foram os deputados federais Gustavo Gayer e Anderson Fernandes, ambos do Partido Liberal. O grupo pretende chegar à capital federal no próximo domingo, 25, e mobilizar outros apoiadores para uma manifestação chamada por Nikolas como “Acorda, Brasil”.
Por meio dos stories do Instagram, o deputado registra o percurso da caminhada. Segundo Nikolas, a cada dez quilômetros, o parlamentar vai comentar sobre casos que classifica como absurdos que estão acontecendo no País. Ainda por meio da rede social, o político citou nomes como Clezão, empresário que morreu de infarto fulminante em 20 de novembro de 2023, na Complexo Penitenciário da Papuda, aos 46 anos. Ele estava preso por participação nos atos de 8 de janeiro.
Outro nome citado por Nikolas foi o do ex-assessor de Bolsonaro, Filipe G. Martins, preso pela Polícia Federal (PF) no inicio de janeiro deste ano, no Paraná, após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes avaliar que ele descumpriu medida cautelar que o proibia de utilizar as redes sociais. Martins foi condenado a 21 anos de prisão em dezembro por tentativa de golpe de Estado.
Débora Rodrigues, presa por pichar a frase “Perdeu Mané” com batom na estátua “A Justiça”, em frente ao STF durante os ataques de 8 de janeiro e condenada a mais de 10 anos de prisão, também foi mencionada pelo político durante a caminhada ao atingir 30 quilômetros de percurso, por volta das 18h16 dessa segunda-feira.
Para Nikolas, a prisão de Débora é uma vingança política. “Fala, pessoal. 7h de caminhada, 30 quilômetros, e quero lembrar aqui a Débora Rodrigues. Sei que é um caso emblemático, todo mundo já conhece que é o do batom e basicamente escreveu ‘Perdeu, mané’ numa estátua e pegou uma pena de 17 anos que tentou ser reduzida, mas manteve. [Débora] Pegou porque estava de verde e amarelo, porque há, sim, uma vingança política através do âmbito jurídico contra essas pessoas“, declarou.
*R.C.

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