quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

OPOSIÇÃO PEDE AO STF TORNOZELEIRA ELETRÔNICA E RETENÇÃO DE PASSAPORTE DO FILHO DE LULA


Deputados e senadores de oposição ao governo Lula solicitaram, nesta terça-feira (13), que o Supremo Tribunal Federal (STF) determine medidas cautelares contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente. Entre as medidas pedidas estão o uso de tornozeleira eletrônica e a retenção do passaporte.

O pedido, ao qual o jornal O GLOBO teve acesso, foi protocolado pelo deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) e enviado ao ministro André Mendonça e ao procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet. Também assinam a solicitação o líder da Oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), o senador Eduardo Girão (Novo-CE), o relator da CPI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), e os deputados federais Adriana Ventura (Novo-SP) e Luiz Lima (Novo-RJ).

De acordo com os parlamentares, o pedido se baseia em indícios de possível ligação de Lulinha com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como pivô de um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A justificativa apresentada é a necessidade de evitar um suposto risco de fuga do país.

O documento menciona ainda que “registros e referências em conversas e documentos apontam pagamentos fracionados de R$ 300 mil (à Lulinha), totalizando R$ 1,5 milhão, da empresa ligada ao ‘Careca do INSS'”.

Segundo o texto, “considerando os indícios de autoria e materialidade da prática dos crimes investigados, bem como a intenção pública do agente de deixar o país, o que poderia acarretar prejuízo às investigações e impossibilidade de eventual aplicação da lei penal, a imposição de medidas cautelares diversas da prisão é medida que se impõe”.

A Polícia Federal já comunicou ao STF que investiga menções a Fábio Luís Lula da Silva no âmbito do inquérito sobre fraudes no INSS. Em representação revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pelo O GLOBO, a corporação indicou que o filho do presidente “em tese, poderia atuar como sócio oculto” de Antônio Carlos Camilo Antunes.

Na última semana, o advogado Marco Aurélio Carvalho solicitou ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, a abertura de procedimento para apurar vazamentos de informações sobre investigações envolvendo Lulinha. O pedido foi feito pessoalmente durante cerimônia no Palácio do Planalto em alusão aos três anos dos ataques de 8 de janeiro.

Carvalho, que já atuou em casos relacionados a Lulinha e integra o grupo Prerrogativas de advogados garantistas, afirmou ao GLOBO que “a Polícia Federal tem feito um trabalho irrepreensível em regra, mas toda regra tem exceção, e é o caso que envolve o filho do presidente Lula. Pedimos que instaure procedimento apuratório para averiguar o vazamento ilegal e criminoso que tenta atingir a honra do filho do presidente com fins políticos e eleitorais”.

Entre os principais pontos da investigação está o depoimento de Edson Claro, ex-funcionário de Antônio Carlos Camilo Antunes, que afirmou que Lulinha receberia uma “mesada” de R$ 300 mil ligada ao esquema de fraudes no INSS. A informação foi divulgada pelo portal Poder360 e confirmada pela CNN Brasil.

Mensagens analisadas pela PF mostram o mesmo valor em conversas entre “Careca do INSS” e a empresária Roberta Luchsinger, que cita a necessidade de repassar R$ 300 mil para “o filho do rapaz”. Além disso, a investigação apura viagens de Lulinha com a empresária entre Brasília e São Paulo e a possibilidade de uma sociedade oculta, com Roberta Luchsinger e Antônio Carlos Camilo Antunes atuando como intermediários.

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