BRASIL ENFRENTA A ÚNICA SELEÇÃO QUE JAMAIS CONSEGUIU VENCER
Diante da Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo, a Seleção Brasileira terá mais do que a missão de buscar uma vaga nas quartas de final. O confronto também representa a oportunidade de encerrar um dos tabus mais curiosos da história do futebol internacional: o Brasil jamais venceu os noruegueses em confrontos oficiais ou amistosos.
Ao longo de quatro partidas disputadas entre as duas seleções, a Noruega construiu um retrospecto invicto, com duas vitórias e dois empates, tornando-se a única equipe que enfrentou o Brasil em mais de uma ocasião e nunca foi derrotada pelos pentacampeões mundiais. No histórico, os europeus marcaram oito gols, contra cinco da Seleção Brasileira.
Entre os confrontos, o mais emblemático aconteceu na Copa do Mundo FIFA de 1998. Em 23 de junho daquele ano, na fase de grupos, o Brasil abriu o placar com Bebeto, mas viu a Noruega reagir. Tore André Flo empatou a partida, e Kjetil Rekdal, em cobrança de pênalti nos minutos finais, decretou a vitória por 2 a 1, resultado que classificou os escandinavos às oitavas de final e entrou para a história do futebol norueguês.
Anteriormente, as equipes haviam empatado por 1 a 1 em amistoso realizado em 1988. Em 1997, jogando em Oslo, a Noruega conquistou sua vitória mais elástica diante dos brasileiros ao vencer por 4 a 2. O último encontro ocorreu em 2006 e terminou novamente empatado por 1 a 1, mantendo a invencibilidade europeia.
Agora, o reencontro acontece em um cenário completamente diferente. O Brasil, comandado por Carlo Ancelotti, chega embalado após eliminar o Japão por 2 a 1, de virada. Já a Noruega garantiu sua classificação ao superar a Costa do Marfim pelo mesmo placar, credenciando-se para mais um capítulo desse confronto incomum.
Além da disputa por uma vaga nas quartas de final, o duelo carrega um forte componente histórico. Para o Brasil, trata-se da oportunidade de finalmente vencer o único adversário que permanece invicto após enfrentá-lo em mais de uma partida. Para a Noruega, o desafio é preservar um retrospecto singular que atravessa quase quatro décadas e figura entre as estatísticas mais curiosas da história das Copas do Mundo.
